O CONTRAPONTO


ABSOLVIÇÃO DO REGIME MILITAR APÓS O “HOLOCAUSTO PT”

personO CONTRAPONTO date_range12 Fev 2020 - 14h19 location_onAdvogado, sociólogo, pósgraduado em Sociologia PU

Não vai demorar muito  e completarei os meus 80 “aninhos”. Durante todo esse tempo , desde os 18,que era a idade mínima para possuir  título eleitoral, jamais consegui votar elegendo  um candidato que realmente tivesse a minha admiração,no qual  eu confiasse e votasse com plena  convicção e  entusiasmo .  Em todo esse tempo, ajudei a eleger somente dois Presidentes da República, embora se eu pudesse ter escolhido outros nomes para optar por um deles , talvez não fossem  essas as  “listas” que me impuseram.  Então,tive  que  optar por  algum candidato que os partidos políticos “deformados” e  a sua  Justiça Eleitoral “cúmplice” me enfiaram “goela-abaixo” .                                                                          



Na  primeira vez em  que compareci às urnas, com o título recém saído do “forno”, acabei  “quebrando  a cara” ,pela minha inexperiência política, votando  naquele “maluco” do Jânio Quadros ,que era a grande “novidade” daquele momento, a  “esperança” ,a “vassoura, que iria varrer  toda a sujeira política ,mas que acabou frustrando o povo brasileiro, não limpando coisa alguma, e causando   inestimável prejuízo à democracia  com a sua estrambelhada renúncia, até hoje não bem explicada.  Portanto, ao invés de “varrer”, Jânio foi “varrido”.                                                  



Mais de 50 anos depois, em outubro de 2018, voltei a eleger um Presidente, dessa vez  Jair Bolsonaro, mais com  “animus” de  derrotar o PT, do que qualquer outro objetivo,porquanto era  esse o  candidato  que mais representava, ou aparentava ser, o “anti- PT”.                 



Portanto,  Jânio  e Bolsonaro foram os únicos candidatos presidenciais  que consegui eleger em toda a minha vida “democrática”(???). Mas votei neles só porque não tive outra escolha. Para mim, eles representavam não o “melhor”, porém o “menor pior” da política.



Essas experiências  políticas que vivenciei, primeiro nos anos 60 , depois  em 2018,me desafiaram  a memória ,e nela  fui buscar situação semelhança descrita  por  Adolf Hitler, na sua “Mein Kampf”. Esse livro foi escrito durante a sua juventude, enquanto Hitler  estava preso. Segundo o “Fuhrer”, no seu  país de origem, que era a Áustria, ”ERAM ATRAÍDOS PARA FAZER  POLÍTICA  A PIOR ESCÓRIA DA SOCIEDADE”.                                                                                         



Pois bem, com absoluta  certeza , foi  muito  mais por essa “infeliz” frase de Hitler ,  que os políticos  de todo o mundo passaram a odiá-lo, comparando-o  até com o  “demônio”. O extermínio genocida  de 6 milhões de  judeus ,que deveria ser o motivo,sempre  foi deixado  num segundo plano.                                    



Mas esses mesmos políticos que condenam Hitler, mais pelas verdades ditas em  relação a eles próprios, do que propriamente pelo genocídio dos milhões de judeus, ao mesmo tempo “poupam” os tiranos  comunistas que deixaram um rastro de morte com  100 milhões de pessoas assassinadas  por onde passaram. Essa atitude de muitos políticos são “dois pesos e duas medidas” muito   difíceis de explicar, a não ser por via da “canalhice”.



Todavia  a vitória de Bolsonaro, em outubro de 2018, lamentavelmente só  conseguiu afastar - assim mesmo , muito de “leve” -  o domínio  do PT , que governara à plenitude , de 2003 a 2016 ,e com grande influência  de 2016 a 2018,  do Governo Federal, e  jamais do ESTADO BRASILEIRO, não só à vista do aparelhamento de pessoal  que o PT  deixou nos Três Poderes Constitucionais (Executivo, Legislativo e Judiciário) ,como também nas disposições  da própria Constituição de 1988,de inspiração nitidamente  esquerdista, e nas leis que se seguiram.



Porém, a vitória do “capitão   não conseguiu  desmanchar o Estado totalmente  aparelhado que fora deixado pelo PT, e que começou pelo “tripé”- CULTURA, EDUCAÇÃO, e  COMUNICAÇÕES- exatamente  como concebido por Antônio Gramsci, na sua visão  comunista de tomada gradativa do poder.                                                                                                        



E para que o Presidente conseguisse  esse “desmanche”, seria necessário apoio  não só do Poder Legislativo Federal, através das novas leis que deveriam ser aprovadas, substituindo as “antigas”, mas também o “amém” do   Supremo Tribunal Federal, ambos, porém, lamentavelmente ,“comparsas” do PT em tudo, mesmo que “dissimulados”.                                                                                   



Então como recurso extremo só caberia ao Presidente Bolsonaro  recorrer à medida  prevista  no artigo 142 da Constituição, a única que poderia  desmanchar  o “aparelhamento”,  o “estado-de-direito” totalmente viciado e corrompido, para que  desse  lugar a um novo  e legítimo  “estado-democrático-de-direito”. Mas o Presidente, e a sua “clã” de generais no Governo, lamentavelmente  “amarelaram”.



Hoje enxergo a  (pseudo)democracia brasileira com muita clareza.  Como um modelo totalmente falido. Tão falido que os melhores governos que o Brasil teve não foram os escolhidos nas “urnas” da sua   “democracia”, porém por outros métodos. Queiramos, ou não, por conseguinte, os melhores governos que o Brasil teve coincidiram com o chamado Regime Militar, de 1964 a 1985. Em matéria de infraestrutura pública,não dá nem para comparar. Os militares construíram mais nos  21 anos  dos seus governos  do que  todos os seus sucessores em 35 anos,ou seja, até hoje. E para que não se interprete mal, não considero o Presidente Bolsonaro  um “militar”(que foi),e sim um “político”.                                                                                                



Então passei a lembrar  dos dizeres   de um dos maiores filósofos que a  humanidade já teve,Aristóteles (384 a.C-322 a.C),em “Política”,onde o pensador preconizou   que seriam válidas quaisquer  das formas “puras” de governo, e que essas  seriam tanto a MONARQUIA, quanto  a ARISTOCRACIA ,ou  a DEMOCRACIA. Todas, porém, condicionadas ao exercício  com VIRTUDE. É por essa simples razão que as piores ditaduras, ou tiranias,podem acontecer usando democracia meramente como “máscara”,”capa”.  A nossa “vizinha” Venezuela é exemplo.                                                                            



E lamento dizer-lhes: creio ser esse o maior mal do Brasil . É justamente  através dessa “democracia”  falsificada, que por isso se transformou-se em OCLOCRACIA, que os bandidos, os ladrões, os canalhas e os patifes de toda espécie  passaram a dominar o povo brasileiro e a maioria dos seus governos , roubando-lhe as  riquezas e potencialidades.



Talvez a mitologia possa enriquecer essa discussão. A fábula das rãs (de Esopo), que exigiam  um rei, pode  servir  como uma “luva”. As rãs moravam num charco,   e se queixaram para Júpiter da sua vida monótona , pedindo um rei. Júpiter atendeu , jogando-lhes  um pedaço de pau na água. De início as rãs se assustaram. Mas aos poucos perceberam que o pau “não era de nada”, nem se mexia. Reclamaram novamente a Júpiter ,que  dessa vez  enviou-lhe como  novo deus uma  cegonha  ,que passou a devorar  todas as rãs, uma a uma. Moral da história: “satisfaz-te com a situação atual, mesmo que seja má, porque uma mudança pode ocasionar coisa pior”. Não foi exatamente isso que  aconteceu  na política  do Brasil em 1985 ?



Sérgio Alves de Oliveira



Advogado e 


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