POLÍTICA & MEIO AMBIENTE (Antônio de Almeida )


CONFÚCIO & RAUPP: ENFIM, JUNTOS

personPOLÍTICA & MEIO AMBIENTE (Antônio de Almeida ) date_range07 Ago 2018 - 15h12

A Cálice de vinho está servido.



Quem fará jus?



Não se deve esquecer a máxima popular que devido ao uso por parte da população já se tornara adágio popular: “o político que trai o seu companheiro mais cedo ou mais tarde também trairá o seu eleitor”.



O então governador Confúcio Moura se licenciou do Governo de Rondônia, conforme exige a Constituição do Estado de Rondônia, para se tornar pré-candidato e concorrer a uma das vagas ao Senado da República, conforme entendimento com os caciques do MDB – leia-se presidente da legenda, Tomás Correia e o Senador Valdir Raupp — e na hora H a executiva estadual trincou os dentes e não mais concordava em homologar a candidatura de Confúcio Moura.



E, agora José? Aí  são nestas horas que um homem pacifista e pacificador se transforma num leão sanguinário e vira bicho e se transforma num lobisomem. E foi o que fez os fies seguidores e escudeiros do ex-governador Confúcio Moura. 



POR QUE esta mudança da executiva do MDB em não mais apoiar a pré-candidatura do ex-governador Confúcio Moura?



RESPOSTA: Diante da estatura de diversos pré-candidatos ao Senado da República, em diversos partidos de oposição, a executiva estadual visualizou e entendeu que o MDB não elegeria os seus dois pretensos pré-candidatos (Raupp + Confúcio) e como o Senador Valdir Raupp detém a liderança sobre a maioria dos delegados do MDB:  prevaleceu até à convenção a máxima do provérbio popular – “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. 



TAPA NA CARA: A Convenção do MDB neste dia 28 de julho, realizada na Sede do MDB, se tornou uma verdadeira arena de guerra, desde simples discursões, disse-me-disse, empurrões, socos e pontapés,   culminando com um tapa na cara sofrido por Emerson Castro, fruto do descontrole emocional do presidente do partido, suplente de Senador Tomás Correia.



CONFÚCIO MOURA: Todos que conhecem o ex-governador Confúcio Moura e admira suas qualidades — quer como ser humano, quer como gestor público, o que mais cativam as pessoas são sem dúvida: sua humildade espontânea e seu nível de tolerância quando o assunto é lidar com a criatura humana. Você vê sempre um homem cauteloso, afável, educado, com frases curtas, quase próximo ao laconismo, não se irrita com pouca coisa e tem duas virtudes que poucas criaturas humanas dispõem, ao mesmo tempo: não desqualifica o companheiro e o adversário e sua capacidade de perdoar o desafeto no momento de alta pressão é capaz de impressionar os estudiosos em parapsicologia humana. Apesar de nunca ter participado de seu governo, pelo contrário, até ter saído do Estado por razões que não convém mencionar, retornando após a sua renúncia para complementar nossas atividades que ainda não foram concluídas. 



Por um lado parece paradoxal, porém é desta maneira que vejo o cidadão Confúcio Moura, e, portanto, não sou suspeito ao falar sobre as qualidades de Confúcio Moura, visto no prisma político, de gestor  público e de ser humano — com muitas qualidades em um ser humano, incompatíveis com o massacre que sofrera  neste período e nestas poucas horas da Convenção do MDB, neste 28 de julho, em Porto Velho, na cidade de Porto Velho, capital do estado de Rondônia.



Para ilustrar o resultado da convenção do MDB, no estado de Rondônia, ocorrido neste 28 de julho de 2018, eu vou parafrasear uma Fábula do Khalil Gibran, para maior compreensão de nossos leitores:



Numa cidade muito distante, cujo nome poucos sabiam pronunciar, governada por um político muito poderoso e sábio, muito respeitado por seus súditos e temido por seus desafetos. Não perdia uma disputa e seu nome era sempre a cabeça da chapa. Era tiro e queda. Era se candidatar e ver o resultado positivo.



A cidade era abastecida por um único poço d’água. Sem nenhuma exceção, quando o chafariz jorrava água doce e cristalina, durante 24 horas, do dia e da noite.



De repente surge na cidade uma boataria de que na calada da noite aparecera uma velhinha feiticeira que gostaria em ter seu nome na placa da fama e decidiu pôr 7 gotas de um líquido misterioso no poço de água para que todos que tomassem daquela água se tornasse, de imediato, em estado de loucura — e ficar louco varrido, de jogar pedra na lua e, neste estágio de loucura, todos teriam a sensação de que o errado passaria a se tornar o certo.



Para desespero da velha feiticeira, somente o político famoso e seu assistente não beberam daquela água, a história vazou, e toda a comunidade fora acometida de uma loucura instantânea e para maior espanto todos se conscientizaram que o político e seu assistente estavam doentes, enquanto toda a comunidade estava lúcida — é aquele fenômeno do comportamento coletivo que o inconsciente se parece consciente.



Para não se parecer louco na ótica de seus súditos, o político e seu assistente que ainda não houvera tomado da água  que a feiticeira colocara as sete gotas do produto misterioso, o político e seu assistente pediram para tomar um cálice cada, do líquido de tal água para ficar equilibrado com o pensamento de seus súditos loucos.



No caso da Convenção do MDB de Rondônia,  um fato pitoresco ocorreu  assemelhando-se à loucura da água envenenada:



ANTES DA CONVENÇÃO: Senador Valdir Raupp  e seus seguidores apostavam todas as suas fichas como o cobertor que abriga do frio do MDB  serveria apenas para um candidato ao Senado da República, com a justificativa de que os demais candidatos de oposição fariam, com certeza, um outro candidato ao Senado. 



APÓS A CONVENÇÃO: Com os ânimos recuperados e passados aqueles momentos de guerra e de discursões acirradas, o pensamento da cúpula do MDB mudou e aqueles votos que iriam escoar pelo canal para candidatos de oposição irão agora ser pulverizados e cor certeza poderão se diluir para um grande número de candidatos e, na verdade, somente serão eleitos os dois candidatos ao Senado que tiverem os maiores números de votos.



Da mesma forma que a história da velha feiticeira nunca existira — na verdade fora simplesmente para ilustrar a fábula da água envenenada, como a contagem de votos, para mais ou para menos, tanto de Valdir Raupp, quanto de Confúcio Moura que se assemelha à fábula aqui mostrada. Se os dois estiverem unidos e trabalharem com seriedade, cada um pedindo votos cada qual para ambos, os dois têm grandes possibilidades em saírem das urnas eletrônicas vitoriosos. Caso  contrário, poderão amargar o sabor da derrota, tomarem cada um o CÁLICE da água do poço com as 7 gotas do veneno que a velha feiticeira o envenenara e morrerem abraços e cantando a erudita música do Chico Buarque: 



Pai! Afasta de mim este cálice! 



Pai! Afasta de mim este cálice! 



Pai! Afasta de mim este cálice!



PENSAMENTO DA SEMANA



Quando você levantar o braço para bater em seu filho, ainda com o braço no ar, pense se não seria mais educativo se você descesse esse braço de forma a acariciá-lo, em vez de machucá-lo.

Khalil Gibran


Sobre o autor

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Antônio de Almeida Sobrinho é graduado em Engenharia de Pesca, com Pós-Graduação em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira e Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, e colaborador do quenoticias.com.br