NOÇÕES DE POLITICA - Humberto Pinho da Silva


CONSIDERAÇÕES SOBRE CACHORROS

personNOÇÕES DE POLITICA - Humberto Pinho da Silva date_range23 Nov 2017 - 05h43

Passou, há muitos anos, nas salas de cinema, filme, intitulado: “ O Mundo Cão”, onde se desenrolavam atos asquerosos e cruéis.



O realizador deveria ter chamado à “ fita”: “ O Mundo Homem”, porque só este e nunca o cachorro, executaria tais cenas.



Dizia Pitágoras, que os animais tinham alma. Que me desculpe o matemático de discordar. Não tem alma, mas sentimentos: choram, amam, sofrem e são leais – se forem mentalmente sadios, – ao dono e a todos, que, com eles, convivem diariamente.



Embora haja dúvidas, se o cão sente remorsos, certo é, que têm arrependimento: ora, humilhando-se, aproximando-se, de cabeça baixa e cauda caída.



Tive cachorro rafeiro, a pedido de minha filha, quando era pequena. Certa vez ralhei-lhe, seriamente, por ter roubado pedaço de queijo. Tentou morder-me.



Ao ver-me irritado, fugiu. Momentos depois, aproximou-se, submisso, parecendo ter remorsos pela atitude repentina



A amizade que nutrem por aqueles que, com eles vivem, é enternecedor.



Ao saírem, em passeio, com a família ou amigos dos donos, olham frequentemente para trás, para se certificarem se alguém se perdeu. É instinto de matilha – bem sei, – mas comove a dedicação.



Têm, em regra, a tendência de quererem dormir na cama, junto aos donos. O desejo reflete o afeto por aqueles que consideram ser seus protetores.



É o amor filial, que existe na criança, que ao acordar, pede para se deitar na cama da mãe.



O cão (mesmo adulto) não passa – como alguns humanos, – de criança. Sente especial prazer, estar junto ao corpo do dono, como a criança procura o da mãe.



É animal que gosta de conviver e dormir em companhia. Se é escorraçado da matilha, sente-se triste e desamparado.



Para ele, os humanos com quem vive, é a “ matilha”. Compete-lhe proteger e ajudar a defende-la, como se vivesse na vida selvagem.



Quando é abandonado, sofre imenso já que o sentimento de gratidão está muito desenvolvido.



Não existem cachorros maus. O lobo, domesticado, em bebé, torna-se dócil, tal qual, como cão meigo; o que há, é caninos mal-educados.



Os cães – como fazem as crianças, aos progenitores, – tendem a copiar virtudes e defeitos dos donos. Se estes são agressivos, por certo, o cachorro é briguento.



Para concluir: quem não pode, por motivo económico, de espaço ou porque quer gozar plena liberdade, melhor é não ter a companhia de animal.



Mas, se adquiriu um, deve cuidar com respeito e muito amor.



Os animais não são filhos de Deus, mas criaturas criadas por Ele. Compete, a nós, cuidar do mesmo jeito, como sentimos a obrigação de proteger o nosso semelhante.


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