RESENHA POLITICA (ROBSON OLIVEIRA)


Campanha eleitoral não tem espaço para achismos

personRESENHA POLITICA (ROBSON OLIVEIRA) date_range12 Set 2018 - 07h30

PESQUISA – Toda divulgação de pesquisa de opinião que mensura o desempenho dos candidatos é um suplício para quem verifica que seu candidato não está bem avaliado. A primeira reação é desqualificar os percentuais e o instituto, embora todos, literalmente todos raivosos, não dispense a leitura dos números e a torcida para que na pesquisa seguinte o candidato em que se engaja na campanha reaja positivamente. Quando sobe, a pesquisa está certa. Quando patina, é manipulada. O problema é que pesquisa não muda em nada a opinião do eleitor e reflete apenas a realidade daquele momento em que são colhidos os dados. Mas o suplício é geral.

 



ACHISMO – Campanha eleitoral não tem espaço para improvisações nem achismos. Hoje as candidaturas de ponta monitoram o humor do eleitor para redirecionar os programas eleitorais e as respectivas peças publicitárias. Todo candidato que possui os dados corretos do que está ocorrendo na campanha erra menos. Numa eleição atípica e desapaixonada (exceto a dos engajados) pela maioria dos eleitores, a vitória fica mais perto de quem erra menos. O eleitor não é bobo e na hora de escolher sabe distinguir entre os concorrentes quem está pronto para governar. Bobo é quem acha de forma contrária.





DESCONEXÃO – Meses atrás em que as principais manchetes dos noticiários eram tomadas pelas notícias policiais que ruíram as principais estruturas partidárias do país e desvendaram os malfeitos das lideranças dos partidos, havia uma lógica teórica em intuir que o eleitor iria fazer uma varredura no Congresso Nacional com a eleição de pessoas diferentes das velhas raposas regionais. Os números divulgados nacionalmente têm surpreendido os analistas e indicam o retorno dos caciques ou dos próprios filhos com um Congresso Nacional tão conservador e desconexo com os anseios populares quanto o atual.





OUTSIDER - Nos governos estaduais também não há muitas novidades e as disputas estão circunscritas em nomes conhecidos dos eleitores. Não surgiu um outsider, a exemplo das eleições municipais, que despertasse o interesse do eleitor incrédulo. Como todos falam as mesmas coisas, o eleitor observa desconfiado, tende a evitar escolher uma aventura e termina se rendendo ao velho discurso.





FACADA – Mesmo com o ambiente beligerante que invadiu as mídias sociais a partir da polarização entre os partidários de Jair Bolsonaro (PSL) e os petistas, numa democracia plena todos deveriam por obrigação repudiar atos de violência como o que culminou com a facada no candidato do PSL. Depois do reprovável episódio es