POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)


É essencial planejar

personPOLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA) date_range28 Mar 2018 - 05h45

Divididos entre ortodoxos e heterodoxos, os economistas raramente são unânimes, mas ocorre certa identidade na percepção de que o crescimento econômico recomeçou, embora lento e abaixo das necessidades do País.



A primeira edição do Exame Fórum Amazônia se deu na expectativa de um crescimento do PIB ao redor de 3,5%, mas a previsão ficou difícil. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, no dia 19 a expectativa já caíra para 2,83%.



O presidente estadunidense Donald Trump introduziu nas cogitações gerais seu efeito do tipo macaco em loja de cristais ao iniciar a guerra do aço. O Brasil foi poupado após Temer declarar que o Brasil é um País “aliado”, mas deve também fazer a mesma declaração à China, que no primeiro bimestre investiu aqui quase US$ 350 milhões e tem muito mais na cartola.

Com o Efeito Trump, o presidente da nação aliada ora realmente cumpre até as mais demagógicas e duvidosas medidas prometidas, ora volta atrás sem a menor cerimônia, introduzindo a incerteza nas avaliações.



Isso não quer dizer que se deva descuidar do planejamento futuro. Ao contrário, como se verificou no Fórum Amazônia, é essencial planejar, sobretudo de olho no consumidor.



Blocos em ação



A esta altura do campeonato se constata que dois grandes blocos políticos já estão polarizando as eleições na disputa pelo governo Estadual em Rondônia. De um lado, a poderosa esquadra encabeçada pelo senador Acir Gurgacz (PDT), de outro, a grande coalizão montada pelo senador Ivo Cassol (PP). Comparando os encontros e as concentrações ocorridas em Vilhena, do PDT, e dos cassolistas em Ji-Paraná, Acir largou com mais força.



Costuras de Acir



A coalizão de Acir, que tem recebido mais adesões do que a de Cassol tem – pelo menos no papel – a chapa melhor costurada. Senão, vejamos: Acir sai com sua base unida na região Central e toda mobilizada para emplacar o pedetista. Em Vilhena tem o importante apoio do grupo político liderado pelo ex-prefeito Melki Donadon. E o vice governador Daniel Pereira (PSB-Sul,) que assume o governo em abril, já anunciou seu apoio a Acir.



Chapa ao Senado



E a esta altura do campeonato já não é mistério para ninguém que a chapa ao Senado de Acir deve ser formada com o prefeito de melhor avaliação em Rondônia, que é Jesualdo Pires (PSB) e pelo governador Confúcio Moura (ele pode sair do MDB) que devorou a fama de Cassol de bom gestor com farofa e tudo. O tripé de apoio formado por Ariquemes, Ji-Paraná e Vilhena vem forte. O vice (ou a vice) de Acir será de Porto Velho.



A chapa de Cassol



Pelo seu lado, já está claro, o senador Ivo Cassol (PP) deve liderar a oposição na temporada. Seu bloco une o PP, PR, PSD, entre outras legendas já alinhadas. Seu candidato ao Senado é o empresário Expedito Junior, a eminência parda da gestão Hildon Chaves (PSDB) na capital. O vice mais cogitado é o ex-deputado federal Carlos Magno (Bacia Leiteira). As bases mais fortes de Cassol estão na Zona da Mata, Região do Café e Sul rondoniense.



A concentração



A possível candidatura de Ivo Cassol será lastreada no prestígio adquirido em suas duas gestões no então Palácio Presidente Vargas e o grande campo de batalha para decidir esta peleja com Acir acontecerá em Porto Velho, que conta com um terço do eleitorado do Estado. Com uma campanha previsivelmente acirrada entre as duas forças, ainda pode se abrir espaço para uma terceira via surpreender e alçar o segundo turno. Seria o caso de Maurão de Carvalho (MDB) surpreender? Algum nome novo na praça?



Via Direta



*** O final de semana foi movimentado no campo político *** As definições estão saindo e as escalações dos blocos aliados já estão acertadas para a grande peleja de outubro, torcida brasileira.


Sobre o autor

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Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br