VISÃO PERIFÉRICA


Energisa: relatos de chantagem e ameaças colocam a concessionária em rota de colisão com Rondônia

personVISÃO PERIFÉRICA date_range01 Nov 2019 - 06h57

O que os depoimentos de Alex Radano (PRB), Jair Montes (Avante) e Laerte Gomes (PSDB) têm em comum? Esvisceram práticas nebulosas que vão muito além dos atentados diários aos consumidores



Energisa: relatos de chantagem e ameaças colocam a concessionária em rota de colisão com Rondônia



Os vídeos são do site Mapping Rondônia



Porto Velho, RO – Sobre a Energisa há questão unânime formada pela sociedade rondoniense de acordo com o reforço apresentado por parlamentares eleitos democraticamente: a concessionária vilipendia rotineiramente os direitos do consumidor regional, ponto! Esta é uma conclusão pacificada. Agora, declarações apresentadas pelos deputados Laerte Gomes (PSDB), Alex Redano (PRB) e Jair Montes (Avante) evocam nova indagação: estamos lidando com mesmo com uma empresa consciente de seus deveres legais?



Preste atenção no ponto de interrogação, caro (a) leitor (a), pois é importantíssimo compreender a sentença anterior como inquirição necessária inclusive à provocação das instituições competentes.



Elas, por sua vez, têm obrigação de apresentar a resposta à população sob pena de, no mínimo, se tornarem alvos do ressabiamento social até que a confiança seja exaurida completamente.





Quando Laerte Gomes, presidente da Assembleia Legislativa (ALE/RO), foi à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e disse na frente de seus diretores que a Energisa estava chantageando membros do Legislativo com a confecções de dossiês, o caso não reverberou como deveria.





Alex Redano, presidente da CPI instaurada a fim de investigar desmandos da concessionária, relatou ameaças e pressões advindas do grupo, ou pessoas relacionadas direta ou indiretamente a ele, reforçando sua segurança após revelações expostas por célula de inteligência formalizado para garimpar eventuais artimanhas intimidatórias.





E foi o próprio relator Jair Montes que deu publicidade à criação do grupo de inteligência quando contou de maneira explícita seu calvário ante a incumbência de, através da CPI, impor diligências direcionadas ao desnudamento das práticas assanhadas desencadeadas pelo empreendimento em Rondônia.



Com isso, existe a compilação de pronunciamentos que intensificam a pergunta trazida no corpo deste artigo: a Energisa é uma empresa correta, ética e de reputação ilibada?



A tríade de insurreições advinda de membros do Legislativo exorta, com urgência, e se possível para ontem, o posicionamento do Ministério Público (MP/RO), do Ministério Público Federal (MPF/RO) e da Polícia Federal (PF), no mínimo.


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POR: VINICIUS CANOVA