NOÇÕES DE POLITICA - Humberto Pinho da Silva


NOMES FEIOS….

personNOÇÕES DE POLITICA - Humberto Pinho da Silva date_range21 Ago 2019 - 06h41

Através dos tempos, sempre se usou “ rótulos” para xingar ou destruir a carreira dos adversários.



Os mais velhos, ainda se recordam do famigerado termo: “Fascista”, que serviu para aniquilar todo e qualquer rival.



Agora não amedronta, seja quem for, muito menos as gerações mais recentes. Tantas vezes repetida…gastou-se…



Atualmente, a moda, é apelidar de: “ Racista”!



Ser racista, é o pior nome feio que se pode lançar sobre o inimigo. Faz tremer o mais valente, desarmando o mais afoito.



Outro “rótulo” eficaz, para aniquilar a honra, do mais honrado citadino, nesta época da globalização, – é: “ Xenófobo



Xenófobo é termo da moda. Palavra corriqueira, que serve para “ matar” qualquer discussão; rótulo perigosíssimo, o mesmo que: cruel ou mau.



Xenófobo, confunda-se, infelizmente, com nacionalista, mesmo sendo aberto, como define Michel Winock, em: “ Antissemitismo e Fascismo em França”, há muito que deixou de ser virtude…



Outro termo, que destrói a carreira de muitos, é: “ Populista” – ainda que hajam populistas bons (que é o dos nossos amigos); e populistas maus (dos que não pensam como nós)



Ser populista, é gostar do povo mais pobre; ou proferir palavras que a turba gosta, e soam bem aos sentimentos…



Creio, que não há político, que não seja um pouco populista…



Na época dos nossos avós, em Portugal, o nome feio, era: “ Talassa”. Ser talassa, era gostar da Monarquia. No tempo da República, podia valer valente surra… ou coisa pior…



No século XIX, a palavra “ Liberal”, era maldita. Ainda tenho a obra de D. Felix Sardão Y Salvani Presbytero: “ O Liberalismo é Pecado”, datada de 1885.



Na minha juventude, quando se queria destruir o antagonista, ou camarada de profissão, chamava-se de: “ Comunista”. Era o bastante para que fosse preso, saneado da sociedade, e de cargos rendosos.



Todas as épocas, têm termos, que servem para rotular, os que não gostamos ou queremos destruir.



E são eficazes: porque o vulgo, julga que pensa, mas nunca pensa… é apenas repetidor do que ouve…Repetidor: cruel, e algumas vezes: assassino.


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