POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)


OMS com a palavra + A pistolagem + Com lockdown + Tonhão III

personPOLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA) date_range13 Mai 2020 - 16h18

OMS com a palavra



A política diplomática brasileira, comandada por um teórico da conspiração, Ernesto Araújo, hostiliza as posições da Organização Mundial da Saúde, ligada à ONU, sem aproveitar os canais de apoio que a instituição pode oferecer para minimizar a expansão da Covid-19.



No rol das cinco maiores preocupações do mundo com a Amazônia, a mortandade de índios ocupa a primeira posição, devido ao fator humano, que é preponderante e também está relacionado à quinta preocupação, que é, justamente, a disseminação da doença na floresta tropical.



Na tentativa de driblar os atrapalhos do governo e conseguir apoio da OMS, lideranças dos povos amazônicos se dirigiram diretamente à instituição, propondo-lhe criar um fundo de emergência para ajudar a proteger suas comunidades da ameaça da pandemia. Dentre outras providências, o fundo pode trazer recursos para aquisição de equipamentos de proteção pessoal aos profissionais de saúde que trabalham em reservas e aldeias.



A presteza ou efetividade da resposta da OMS a esse importante apelo vai esclarecer dúvidas que ainda restam sobre a necessidade da existência das instâncias internas da ONU. Se a resposta não vier, dará razão ao governo brasileiro em suas críticas à OMS, consideradas hoje delirantes e malucas. Se vier, estará cumprindo com suas elevadas obrigações.



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A pistolagem



Os crimes de pistolagens tão comuns nos últimos anos em Ariquemes e no seu Vale do Jamary e no Cone Sul do estado chegaram com força a Porto Velho. No interior com um perfil mais voltado a disputa de terras, onde rolam grilagens e invasões,  já na capital pelas disputas de facções criminosas, tráfico de drogas, contrabando de ouro e pedras preciosas. A criminalidade é mais uma pedra no sapato de Rondônia. Não bastava o tal covid.



Plano de governo



O PTB de Porto Velho é o primeiro a deixar a conversa fiada de lado tão comum na classe política e trabalhar num plano de governo. A elaboração deste planejamento está a cargo da militância do partido indicando que a legenda terá uma candidatura própria a prefeitura da capital em 2020. Antigamente era o PT que tomava a iniciativa em termos de mobilização e planejamento, como ocorria nos idos de Roberto Sobrinho. De um tempo para cá a legenda de Lula esmoreceu por aqui.



Com lockdown



Pelos números crescentes de casos da pandemia do coronavirus em Porto Velho e Ariquemes, as cidades mais atingidas – além de proporcionalmente Urupá – só a aplicação do lockdown, o bloqueio total das ruas, feiras, entradas de bairros para conter a doença que se alastra na região metropolitana e no Vale do Jamari. Em São Luiz, Fortaleza e Belém nem o lockdown conseguiu melhorar os índices de distanciamento social exigidos



A reintegração



Com a necessidade da desinfecção, por recomendação das autoridades sanitárias e da justiça, a prefeitura de Porto Velho reintegrou a comunidade a Praça Jonathas Pedrosa que tinha se transformado num verdadeiro antro nos últimos anos. Seguidas administrações deixaram aquele logradouro numa situação lastimável virado num cartão postal às avessas na Av. Sete de Setembro, centro histórico da capital. Fico na torcida para um local mais apropriado para os camelôs. E minhas congratulações ao prefeito Hildon Chaves pela limpeza.



Tonhão III



Com a proliferação do cloronavirus e o geométrico aumento de óbitos em Porto Velho, como se sabe foi aberta uma área ao lado do Cemitério Santo Antônio, o chamado Tonhão II. Ocorre que do jeito que as coisas andam,  com a capacidade do Tonhão II já se esgotando,  um Tonhão III precisará ser inaugurado e com um número muito maior de covas para atender a demanda de defuntos. É coisa de louco!



Via Direta



*** Os partidos do chamado “centrão” – legendas onde estão presentes renomados pilantras da política brasileira e com  grande infestação na Lava Jato –começa assumir o controle de importantes ministérios *** As raposas estão tomando conta do galinheiro *** Querem agora o Dnitt, com seus fartos recursos. Legendas desta nova coalizão da base aliada do presidente Bolsonaro também exigem cargos regionais importantes *** Neste butim, nos próximos dias também entrará o MDB que negocia um acordão em Brasília *** É o anunciado novo MDB  que não tem nada de novo. Segue apegado na esfera federal como um carrapato *** Não bastasse o controle das facções criminosas, o complexo habitacional Orgulho do Madeira convive com um problema comum dos portovelhense: as fezes pululando nas ruas. Elas pululam no centro, nos bairros, nos conjuntos habitacionais. Até quando?  


Sobre o autor

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Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br