A VISÃO DEMOCRÁTICA (POR Celso Lungaretti )


QUEM ACEITARÁ SER O VICE DA ABOMINÁVEL CRIATURA? O PRÓXIMO CONVITE VAI PARA O GENERAL HAMILTON MOURÃO...

personA VISÃO DEMOCRÁTICA (POR Celso Lungaretti ) date_range20 Jul 2018 - 16h51

O presidenciável de extrema-direita Jair Bolsonaro continua à cata de um vice, depois do nãoque ouviu de Magno Malta e do general Augusto Heleno; o nostálgico seguinte da ditadura militar a receber convite será o general Hamilton Mourão.


 


Quem se prontificou a atender ao chamado foram a Janaina Paschoal e o Luciano Bivar. Se não conseguir convencer alguém que lhe agrade mais, só restará a Bolsonaro escolher um deles. Se não tem tu, vai tu mesmo... 


 


Sobre a bola da vez, tudo que tinha para dizer sobre o novo Mourão, homônimo mas não parente do golpista de 1964, eu já disse no último mês de dezembro, então me permitirei repetir, começando pelo post do dia 8:












Eis a incontinência verbal do queridinho do Bolsonaro...

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Às vésperas de trocar a farda pelo pijama [o que faria no dia 31 de março de 2018, data escolhida a dedo!], o general Antonio Hamilton Mourão novamente se deu a incontinências verbais que configuraram clara insubmissão contra o presidente da República, que é também o comandante supremo das Forças Armadas; e emitiu opiniões inadmissíveis para qualquer militar na ativa.


 


 


Sobre Temer, o incrível general Brancaleone disse:


"Nosso atual presidente vai aos trancos e barrancos, buscando se equilibrar, e, mediante o balcão de negócios, chegar ao final de seu mandato".


E disparou também contra Lula, afirmando que, como "sobrevivente ao mensalão, ele achou que podia tudo"; a partir daí, "as comportas foram abertas do lado da incompetência, da má gestão e da corrupção".


 


Além, é claro, de novamente rasgar seda para a ditadura de 1964/85, pregando uma nova quartelada. O de sempre.











...e quem o convidou para a hora da saudade das trevas


De resto, para que não restasse nenhuma dúvida a respeito das abominações que defende, quando foi deitar falação no Clube do Exército (DF), ele compareceu como convidado... das viúvas e remanescentes da ditadura militar agrupados no movimento  Terrorismo Nunca Mais!!! 


 


[É] outro que se desgarrou do seu tempo na vã tentativa de fazer as rodas da História girarem para trás, pois seu ambiente mental é o de um passado medonho e repulsivo que hoje só tem lugar na lixeira da História.

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No dia seguinte soube-se qual seria a reação do Alto Comando e eu assim noticiei:

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Magno Malta foi o primeiro vice que bateu asas

O Exército (...) já resolveu que aplicará pela segunda vez no general Mourão o corretivo de exonerá-lo do cargo ocupado e designá-lo para outro, na esperança de que finalmente aprenda que em boca fechada não entra mosca.



Em 2015, ele perdeu o Comando Militar do Sul e foi encostado numa função burocrática em Brasília; agora, irá para outra. Não muda muita coisa, mas representa uma reprovação explícita a Mourão e às pregações golpistas na caserna.


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Dos vice cogitados até agora, Mourão me parece o parceiro ideal para Jair Bolsonaro, uma verdadeira alma gêmea. Ambos coincidem não só em serem defensores fervorosos das atrocidades cometidas pela repressão nos anos de chumbo, como também em haverem recebido punições disciplinares quando vestiam a farda.










A segunda escolha também não vingou



Bolsonaro admitiu em 1987 ter cometido atos de indisciplina e deslealdade para com os seus superiores. O então capitão foi acusado por cinco irregularidades e teve de responder a um Conselho de Justificação, formado por três coronéis..



O motivo foi um artigo que ele escreveu em 1986 para a revista Veja, no qual pediu aumento salarial para a tropa, sem consentimento dos superiores; e a afirmação, meses depois, ao ser entrevistado pela mesma publicação, de que ele e outro oficial haviam elaborado um plano para explodir bombas-relógio em unidades militares do Rio.



Bolsonaro pegou 15 dias de prisão por "ter ferido a ética, gerando clima de inquietação na organização militar" e "por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial, comprometendo a disciplina".





 




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