Política

A vergonha que se tornou o Brasil perante o mundo: agora, em Israel, França e EUA


bookmark_borderBRASIL POLÍTICA date_range15 Abr 2019 - 09h29 personCeleste Silveira

Acima, o trecho da entrevista em que Bill de Blasio diz que Bolsonaro é uma ameaça a ser confrontada



Mesmo que a Amazônia seja vital para a humanidade, e os povos indígenas sejam seus principais defensores, ele [Bolsonaro] está tentando nos separar de nossos apoiadores internacionais, ameaçando expulsar as organizações aliadas sob o pretexto de que elas interferem na soberania do país. Carta escrita por líderes da Aliança de Povos Indígenas no diário francês Le Monde



Este é um evento externo e privado que não reflete a posição do Museu [de História Natural] de que é urgente preservar a Floresta Amazônia, o que tem profundas implicações para a diversidade biológica, comunidades indígenas, mudança do clima e a futura saúde de nosso planeta. Roberto Lebron, porta-voz do Museu de História Natural de Nova York, ao site Gothamist



Nós sempre iremos nos opor a aqueles que negam a verdade ou aos que desejam expurgar nossa memória — nem indivíduos ou grupos, nem líderes de partidos ou premiês. Nós nunca vamos perdoar nem esquecer. Reuven Rivlin, presidente de Israel, sobre declaração de Bolsonaro a líderes evangélicos de que o Holocausto não pode ser esquecido, mas pode ser perdoado.




Os sites apoiadores de Jair Bolsonaro estão pintando o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, de globalista, comunista e, “pior de tudo”, amigo íntimo de George Soros.





O fato é que ele mesmo se define como um social democrata, cuja grande promessa é dar aos trabalhadores dos Estados Unidos duas semanas de férias pagas!



Blasio considera concorrer à Casa Branca no ano que vem, mesmo diante do favorito, Bernie Sanders, de 77 anos de idade.



Ele testa as águas com um discurso de centro-esquerda, que tem o combate ao aquecimento global como um dos temas mais importantes da plataforma.



O Museu de História Natural de Nova York é parcialmente financiado pela Prefeitura de Nova York, por isso Blasio foi chamado a falar sobre a homenagem a Jair Bolsonaro prevista para acontecer em maio no museu.




Foi durante uma entrevista à WNYC, uma das rádios públicas de Nova York.



Blasio disse respeitar a primeira emenda à Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão, mas apontou para a contradição de uma entidade simbólica da luta em defesa do meio ambiente receber em um de seus principais salões um líder que potencialmente pode devastar a Amazônia.



O prefeito de Nova York afirmou que Bolsonaro é alguém a ser confrontado permanentemente.



“Pedimos ao Museu que não permita que ele seja recebido lá”, disse o prefeito ao apresentador Brian Lehrer, que afirmou que quando soube da notícia pensou tratar-se de mentira de primeiro de abril (ver íntegra de pergunta e resposta acima, em inglês).




A fala de Blasio veio dias depois de uma aliança indígena ter publicado carta no diário francês Le Monde dizendo que a Amazônia está próxima de um “apocalipse” e sugerir que Bolsonaro quer expulsar da região as ONGs internacionais que trabalham pela preservação da floresta e pelos direitos dos indígenas.



 



*Com informações do Viomundo