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ACAMPAMENTO AQUARIQUARA EM MACHADINHO RONDÔNIA É ALVO DE DESPEJO EM MEIO À PANDEMIA

Forças policiais realizaram ação contra famílias do acampamento


bookmark_borderARIQUEMES POLITICA date_range18 Dez 2020 - 13h17 personAOR OLIVEIRA

O acampamento Aquariquara que reúne 450 famílias sem-terra no município de Machadinho, localizado no Vale do Jamari em Rondônia, foi alvo de despejo por conta de uma ação de reintegração de posse movida pelo Governo do Estado de Rondônia.  A ação contou com dezenas de viaturas e policiais de outras cidades. 





reintegração de posse, que prevê a retirada  dos agricultores ocupantes da área denominada “aquariquara”, foi emitida pela Justiça estadual do Município de Machadinho mesmo sob decreto de calamidade pública em Rondônia devido à pandemia do novo coronavírus. As famílias foram transferidas para um ginásio em precária situação de higiene, acomodação falta de agua potável e até a alimentação é de péssima qualidade para o consumo humano, não há se quer leite para as crianças que acompanham seus pais nessa invernada e a peça que o Governo do Estado lhes pregou.





Os agricultores a todo instantes e tentam negociar a permanência na área. Mas autoridades ligadas aos fatos estão em um estado irredutível visando unicamente o lado da lei, sem se quer visualizar o lado humano das pessoas que ali estão.





 



Integrantes da coordenação da Liga dos Camponeses Sem-Terra, denunciam que a responsabilidade por qualquer incidente que venha a ocorrer com feridos ou mortes em decorrência de um provável conflito direto com as forças policiais são de responsabilidade do governador de Rondônia Marcos Rocha, que permitiu o despejo em meio à crise de saúde pública sem precedentes no país. Apesar de que os agricultores ali acampados obedeceram a ordem judicial pacificamente, mais por falta do cumprimento das promessas feitas a estes acampados, poderá descambar para um conflito.





O Governo precisa cumprir com o prometido, as famílias não podem ficar em um amontoado em um ginásio, correndo o risco de lastramento do COVID-19.



Ainda de acordo com o movimento, a ostensividade policial é frequente contra os acampados. Conforme relataram os acampados, os agentes entraram nos barracos armados de fuzis e pistolas, não respeitando quem está nesse barraco. Os agricultores denunciam ainda que, no dia anterior ao despejo, a polícia rondou o acampamento com viaturas numa forma de intimidar as famílias. 



Essa é a realidade quando se coloca fascistas no governo. Mesmo sendo de conhecimento de todos a manobra corrupta feita pelo governo e colocando em cheque a credibilidade da justiça, nenhum órgão público conseguiu interceder para que as famílias ficassem em seu acampamento, mesmo no meio da pandemia. Mas nós aprendemos sempre a voltar mais fortes. E eles podem esperar, vai ter retorno. Essa terra é nossa por direito e não abrimos mão de nenhum centímetro dela", afirma membros dos acampados