Internacional

Rei Salman bin Abdul Aziz, da Arábia Saudita

Entre os presos, estão o príncipe bilionário Alwaleed bin Talal, que possui a empresa de investimentos Kingdom Holding, e mais quatro ministros


bookmark_borderPOLITICA INTERNACIONAL date_range05 Nov 2017 - 08h55 personEFE

O comitê anticorrupção da Arábia Saudita, criado neste sábado pelo rei Salman bin Abdul Aziz, decretou a prisão de 11 príncipes, quatro ministros e vários ex-ministros, segundo a emissora Al Arabiya.



Comandado pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o órgão tem como objetivo investigar casos de corrupção que foram detectados no país. O comitê tem autorização para prender, proibir de viajar, congelar contas e tomar outras medidas preventivas contra investigados antes que os processos cheguem à Justiça.



Entre os presos, estão o príncipe bilionário Alwaleed bin Talal, que possui a empresa de investimentos Kingdom Holding, e o ex-ministro das Finanças saudita, Ibrahim al-Assaf.



Segundo fontes citadas pela Al Arabiya, o comitê reabriu a investigação de dois casos de corrupção relacionados com inundações ocorridas na cidade de Jidá, em 2009, e com o surto de coronavírus, que matou 500 pessoas entre 2012 e 2015.



Ao anunciar a criação do comitê, o rei Salman também informou sobre mudanças no governo e na cúpula militar. Deixaram o governo o responsável pela Guarda Nacional, o comandante da Marinha e o ministro de Economia. No entanto, ainda não se sabe se as demissões dos três têm relação com casos de corrupção.



O príncipe Mobeib bin Adulah, até então no comando da Guarda Nacional, será substituído pelo também príncipe Khaled bin Ayaf.



O ministro de Economia e Planejamento, Adel al Faqieh, deixa o cargo para a entrada de Mohammed al Tuwaiyri.



Já a Marinha, comandada até então pelo almirante Abdulah bin Sultan bin Mohammed al Sultan, passa a ser liderada pelo vice-almirante Fahd bin Abdulah ao Gifaili.



(Com EFE)