Economia

Auxílio emergencial é pago a 5,6 milhões de pessoas nesta quarta-feira

Dinheiro será depositado na conta de beneficiários do Bolsa Família com NIS final igual a 5 e de trabalhadores informais nascidos em agosto


bookmark_borderBRASIL ECONOMIA date_range23 Set 2020 - 06h48 personMETRÓPOLES /TÁCIO LORRAN

ACaixa Econômica Federal (CEF) paga, nesta quarta-feira (23/9), o auxílio emergencial — com valores que variam entre R$ 300 e R$ 1,2 mil — a 5,6 milhões de brasileiros.



O dinheiro será depositado na conta de 1,6 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família com o Número de Identificação Social (NIS) final igual a 5 (veja o calendário mais abaixo).



O banco realiza também o crédito na conta de 4 milhões de trabalhadores informais, autônomos, desempregados e MEIs que fizeram o cadastro no aplicativo ou site, ou ainda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), nascidos em agosto.



Bolsa Família



Beneficiários do Bolsa Família que se encaixam nas regras do auxílio emergencial e começaram a receber o benefício em abril, ganham a sexta parcela — agora no valor de R$ 300 — entre a última quinta-feira (17/9) e o dia 30 de setembro.



O pagamento para esse grupo obedece ao calendário habitual do Bolsa Família, pago nos últimos 10 dias úteis de cada mês. O valor será creditado em dobro (R$ 600) caso a mãe seja chefe de família.




Os depósitos das novas parcelas seguem até dezembro deste ano. No total, cerca de 16,3 milhões de cadastrados do Bolsa Família recebem o auxílio emergencial.




O dinheiro será depositado da mesma forma que o benefício regular. Dessa maneira, é preciso usar o cartão nos canais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes Caixa Aqui ou por crédito na conta Caixa Fácil.



Confira o calendário:





Calendário do auxílio emergencial para beneficiários do Bolsa Família


Para quem não recebe o Bolsa Família, o governo não divulgou as datas de pagamento das novas parcelas de R$ 300.



Não sou do Bolsa Família


A Caixa paga nesta quarta-feira o auxílio emergencial a 4 milhões de brasileiros nascidos em agosto. O crédito se refere ao segundo ciclo de pagamentos, que é específico dos trabalhadores que não recebem o Bolsa Família. O crédito será feito na conta Poupança Social digital.



 


O dinheiro deverá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Nesse primeiro momento, o uso do auxílio ficará limitado a pagamentos digitais, como boletos e contas. Saques e transferências não estão disponíveis.



Nascidos em agosto poderão sacar o benefício — referente ao segundo ciclo do calendário — apenas a partir de 13 de outubro. O cronograma está organizado de acordo com o mês de nascimento, independentemente de qual número da parcela do auxílio será paga.



Confira:





O saque do benefício poderá ser feito nas máquinas de autoatendimento, nas unidades lotéricas e nos correspondentes Caixa Aqui, além de transferir valores para contas da Caixa ou de outros bancos.










Para sacar, é preciso fazer o login no app Caixa Tem, selecionar a opção “saque sem cartão” e “gerar código de saque”. Depois, o trabalhador deve inserir a senha para visualizar o código na tela do celular.




O código, que tem validade de uma hora, deve ser utilizado nos caixas eletrônicos da Caixa Econômica, nas unidades lotéricas ou nos correspondentes Caixa Aqui.



Prejudicados


O governo anunciou o pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial, no valor de R$ 300, mas pelo menos 17,2 milhões de brasileiros aprovados para receber o benefício não vão receber todas as cotas.



 


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prorrogou o pagamento da ajuda financeira, mas determinou, na medida provisória de extensão do benefício, que o depósito seja feito até 31 de dezembro — independentemente de quantas parcelas tenham sido recebidas.



Dessa maneira, só terão “tempo suficiente” para adquirir toda a renda emergencial — cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300 — os beneficiários que receberam o primeiro depósito em abril.




As mães adolescentes, por exemplo, receberam a primeira parcela do benefício apenas em junho, após uma longa batalha. Assim, elas terão direito, no total, apenas a duas novas parcelas de R$ 300.




“Serão pagas até quatro parcelas do novo valor. Contudo, o benefício acaba em dezembro deste ano, ou seja, quem começou a receber o auxílio emergencial em abril, terá direito às quatro parcelas”, esclareceu a pasta.



 


“Quem passou a receber a partir de julho terá direito a apenas uma parcela do novo benefício, que será paga no mês de dezembro”, exemplificou o Ministério da Cidadania, em nota.



Novos critérios


O governo editou novas regras que limitam o pagamento do auxílio emergencial. A concessão dos R$ 300 levará em conta, por exemplo, a declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) de 2019, não mais de 2018, como foi considerado na Lei nº 13.982/2020.




Além disso, não poderão receber aqueles beneficiários incluídos como dependentes de declarante do Imposto de Renda do ano passado.




Cidadãos que eram elegíveis ao auxílio emergencial e que passaram a ter vínculo empregatício após o início do recebimento do benefício não terão direito aos R$ 300 também.



O mesmo ocorre com aqueles que obtiveram benefício previdenciário ou assistencial, do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal nesse período.



 


As novas parcelas não serão pagas a quem:




  • Conseguiu emprego formal após o recebimento do auxílio emergencial;

  • Recebeu benefício previdenciário, seguro-desemprego ou programa de transferência de renda federal após o recebimento de auxílio emergencial;

  • Tem renda mensal per capita acima de meio salário mínimo e renda familiar mensal total acima de três salários mínimos;

  • Mora no exterior;

  • Recebeu em 2019 rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70;

  • Tinha em 31 de dezembro de 2019 a posse ou a propriedade de bens ou direitos no valor total superior a R$ 300 mil reais;

  • No ano de 2019 recebeu rendimentos isentos não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte cuja soma seja superior a R$ 40 mil;

  • Tenha sido incluído em 2019 como dependente de declarante do Imposto de Renda nas hipóteses 5, 6 e 7 acima na condição cônjuge, companheiro com o qual contribuinte tenha filho ou com o qual conviva há mais de 5 anos; ou filho ou enteado menor de 21 anos ou com menos de 24 anos que esteja matriculado em estabelecimento de ensino superior ou de ensino técnico de nível médio;

  • Esteja preso em regime fechado;

  • Tenha menos de 18 anos, exceto em caso de mães adolescente;

  • Possua indicativo de óbito nas bases de dados do governo federal.



O Ministério da Cidadania destacou ainda que não há possibilidade de novo requerimento para receber a extensão do auxílio emergencial.



 


“Somente aqueles que já foram beneficiados e, a partir de agora, se enquadram nos novos requisitos, terão direito a continuar recebendo o benefício do governo federal”, frisou o órgão.



Por ser uma medida provisória, as leis publicadas na última quinta-feira (3/9) já estão valendo. O Congresso vai ter 120 dias para votar. Veja aqui a publicação completa.