ENERGIA & MEIO AMBIENTE

Canudos plásticos poderão ser proibidos em estabelecimentos da capital

Estabelecimentos que descumprirem serão multados em até R$ 13 mil


bookmark_borderMEIO AMBIENTE date_range13 Jun 2018 - 07h42 personINGRID REIS

Um projeto de lei apresentado nesta terça-feira (12/06) na Câmara Municipal de Goiânia quer proibir o uso e distribuição de canudos em estabelecimentos da Capital. A matéria é de autoria do vereador GCM Romário Policarpo (PTC). Uma proposta semelhante foi aprovada na semana passada na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.



O parlamentar goiano propõe que sejam oferecidos canudos em papel reciclável, material comestível ou biodegradável em alternativa ao objeto convencional. Além disso, segundo o texto, o item deve estar embalado em envelopes também recicláveis ou biodegradáveis.



Caso a matéria seja aprovada, o local que estiver distribuindo canudos de plástico será multado em até R$ 13 mil e ainda pode ter o estabelecimento fechado. Ainda de acordo com o projeto de lei, todo o valor arrecadado com as penalidades deve ser depositado no Fundo Municipal do Meio Ambiente e usado em programas de educação ambiental. O GCM Romário Policarpo defende ainda que a vida útil de um canudo é de no máximo 10 minutos, mas que após descartado poderá levar até mil anos para se decompor.



Nesta semana, vídeos divulgados nas redes sociais chocaram diversos internautas após este item e outras embalagens de pláticos serem engolidos por baleias e outros animais de vida marinha. Em uma das imagens mostra o sofrimento de uma tartaruga que aspirou o canudo pelo nariz. Biologos ajudavam a retirar o material da cavidade nasal enquanto o animal sentia dores.



Pesquisas apontam que o mesmo pode acontecer se o canudo e outras embalagens de plástico forem descartados em rios, lagos entre outros. “É dever do legislativo propor políticas públicas voltadas a proporcionar um ambiente ecologicamente equilibrado”, disse Policarpo. O parlamentar defende que o objeto biodegradável, feito de amido ou outra matéria-prima orgânica demora em média 45 a 180 dias para se degradar. Ele acrescenta que o projeto de lei pode minimizar a degradação ambiental.



(Foto: reprodução Tv  Globo)