Política

Coronavírus: Mourão defende isolamento e distanciamento social

Na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro defendeu que se encerrasse o que chamou de "confinamento em massa"


bookmark_borderBRASIL POLITICA date_range25 Mar 2020 - 17h28 personMETRÓPOLES /MAYARA OLIVEIRA

A pós o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defender, em discurso, a “volta à normalidade” e o “fim do confinamento em massa” como medida de prevenção ao novo coronavírus, o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou nesta quarta-feira (25/03) que o chefe do Executivo pode ter se expressado de uma forma que “não foi a melhor”.



 



Durante entrevista coletiva para apresentar ações do Conselho da Amazônia, Mourão defendeu que a posição do governo “continua” sendo a de isolamento e distanciamento social, conforme orienta a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde.



“A posição do nosso governo por enquanto é uma só. A posição do governo é o isolamento e distanciamento social. Está sendo discutido, e ontem [terça-feira] o presidente buscou colocar e pode ser que ele tenha se expressado de uma forma que, digamos assim, não foi a melhor”, disse Mourão.



Segundo o vice-presidente, Bolsonaro buscou demonstrar preocupação com a situação. “O que ele buscou colocar foi essa preocupação que todos nós temos com a segunda onda do que se chama essa questão do coronavírus. A primeira é a saúde, a segunda é a questão econômica”, acrescentou.



“Ele tem essa preocupação enorme com a economia e com as consequências que as pessoas que vivem nas áreas mais pobres do nosso país, apesar do governo dar R$ 100, R$ 200, R$ 300 de auxílio, mas ela chegar no supermercado e não ter o que comprar porque não tá sendo produzido nada. Essa foi a preocupação dele.”



Isolamento vertical e horizontal

Durante a coletiva, Mourão ainda foi questionado sobre qual forma de isolamento ele defende. Atualmente, há dois modelos para combater o avanço do coronavírus: o isolamento horizontal e o isolamento vertical.



 




O primeiro diz respeito a isolar toda a população para evitar que ela seja exposta ao vírus. Já modelo vertical deixa apenas idosos, pessoas com comorbidades preexistentes e indivíduos infectados ou com sintomas causados pelo novo coronavírus fora das atividades de suas comunidades.




O vice-presidente evitou se posicionar sobre qual dos dois ele considera o mais indicado, mas disse que sua visão é a de que é preciso “terminar esse período de 14 dias de isolamento para que haja uma calibragem da forma que está avançando essa epidemia dentro do nosso país e, a partir daí, gradativamente, ir liberando as pessoas dentro das atividades consideradas essenciais para a vida vegetativa do país prossiga”.