Política

Corrupção, economia e contas públicas são temas do 1º debate presidencial

Após quatro anos de Lava Jato e crise econômica, assuntos foram os mais presentes na pauta de presidenciáveis durante encontro na Band


bookmark_borderBRASIL POLITICA date_range10 Ago 2018 - 07h27 personVEJA.COM

Após quatro anos marcados pela Operação Lava Jato e pela crise econômica no Brasil, o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2018 foi marcado por discussões, entre outros temas, sobre corrupção, economia e a gestão das contas públicas.



Candidato mais escolhido pelos adversários para responder perguntas, Geraldo Alckmin (PSDB) foi criticado pela aliança com o grupo de partidos conhecido como Centrão e respondeu alegando a necessidade de buscar “governabilidade”. Um dos menos acionados, Ciro Gomes (PDT) reclamou de sofrer “bullying” dos adversários.



Enquanto os postulantes com mais experiência no Executivo, casos de Alckmin, Ciro, Alvaro Dias (Podemos) e Henrique Meirelles (MDB) procuraram exaltar seus feitos e passagens de destaque, outros, casos de Cabo Daciolo (Patriota) e Jair Bolsonaro (PSL), se concentraram em criticar a “velha política” e defender a substituição dos atuais políticos.



Marina Silva (Rede), apesar de ter sido ministra do Meio Ambiente e senadora, não falou muito sobre suas passagens anteriores. Também sem experiência política, Guilherme Boulos (PSOL), que pediu a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não falou tanto sobre mudanças radicais na política, se limitando a defender medidas duras contra excessos que enxerga no setor financeiro e na falta de cobrança de impostos sobre os mais ricos.



Atual presidente, Michel Temer (MDB) apareceu no debate apenas como uma “batata quente”. Candidato do seu partido, Henrique Meirelles disse novamente ser o candidato do seu histórico e, sempre que relacionado ao governo, lembrava de ter também comandado o Banco Central no governo Lula. Tentando relacionar candidatos de outros partidos que participaram do governo ao presidente impopular, em especial Alckmin, Boulos disse haver “cinquenta tons de Temer” no debate.



Os candidatos recorreram, algumas vezes, a figuras externas que imaginaram ter potencial para impulsionar as suas candidaturas. Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro mencionaram diversas vezes seus candidatos a vice. O tucano mencionando diretamente a senadora Ana Amélia (PP-RS), enquanto o candidato do PSL exaltava a posição de general da reserva do seu parceiro de chapa, Hamilton Mourão (PRTB). Em outras quatro oportunidades, Alvaro Dias prometeu nomear o juiz Sergio Moro, da Operação Lava Jato, para o Ministério da Justiça.



Em um debate sem grandes novidades por parte dos candidatos, Cabo Daciolo, o controverso ex-bombeiro que se lançou candidato à Presidência pelo Patriota depois que o partido não conseguiu um acordo com Bolsonaro, chamou a atenção nos mecanismos de busca e redes sociais com suas frases de efeito e críticas aos adversários.



Entre as propostas apresentadas pela primeira vez em nível nacional, surgem a promessa de Ciro Gomes de retirar 63 milhões de brasileiros da lista de quem tem “nome sujo” a partir de uma intervenção do estado nas negociações com os credores e a incorporação, por parte de Alckmin, da proposta do Solidariedade e da Força Sindical de permitir que os sindicatos aprovem contribuições que substituam o antigo imposto sindical nas convenções de trabalhadores.



Mediado pelo jornalista Ricardo Boechat, o encontro ocorreu na TV Bandeirantes e teve duração de cerca de três horas, com a participação de oito candidatos: Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles(MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT, não pôde participar porque não conseguiu autorização judicial para deixar a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde está preso desde o dia 7 de abril em razão de sua condenação na Lava Jato.



Veja como foi o primeiro debate entre os candidatos:




 




Guilherme Venaglia08/09/201820:47



Barrados no baile



Apesar da campanha só começar na semana que vem, a Band decidiu seguir o critério que vale para o período eleitoral e convidou todos os candidatos com ao menos cinco parlamentares no Congresso. Além destes, a ex-ministra Marina Silva (Rede) foi incluída pelo seu resultado nas pesquisas eleitorais.



Assim, não foram convidados os candidatos João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU). Lula (PT) foi convidado, mas não foi liberado pela Justiça. O ex-presidente está preso em Curitiba desde o dia 7 de abril.





Curtir






Guilherme Venaglia08/09/201820:55



Programação do debate



O debate tem previsão para durar três horas. No primeiro bloco, cada candidato responderá a uma pergunta feita pelos leitores do jornal Metro. Em sequência, os presidenciáveis trocarão questões, com cada um podendo ser escolhido até três vezes. A ordem foi definida por sorteio e o primeiro a escolher será Guilherme Boulos (PSOL).



O segundo bloco terá perguntas dos jornalistas da Band. Os profissionais da emissora também escolherão qual candidato irá replicar a resposta do concorrente, que ainda terá direito a uma tréplica. O terceiro e o quarto bloco repetirão o esquema do primeiro e do segundo, respectivamente. O quinto e último bloco será reservado para as considerações finais.



Curtir






André Siqueira08/09/201821:27



Ao chegar ao debate da TV Bandeirantes, a candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin, Ana Amélia, disse a VEJA que o tucano “não precisa” polarizar o debate com Jair Bolsonaro para crescer nas pesquisas, sobretudo entre o voto conservador. “Ele vai crescer por qualidades próprias”, diz a senadora do PP.



Por João Pedroso de Campos



Curtir






Guilherme Venaglia08/09/201821:28



‘Eu não abro mão, do presidente que faz ocupação’.



Guilherme Boulos chega para o debate acompanhado da candidata a vice, Sonia Guajajara (PSOL), e de militantes de movimentos sociais. No grito, referências ao papel dele como líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST)





Curtir






Guilherme Venaglia08/09/201821:31



Bar para encarar o debate



Barmans preparam drinques para os presentes ao debate da Band. “Ah, mas não tem álcool”, decepciona-se um convidado.





Curtir






André Siqueira08/09/201821:40



‘Ele tem melhorado’, diz marqueteiro sobre Meirelles.



Elsinho Mouco, o marqueteiro do presidente Michel Temer e do MDB, aposta que, em sua área, a comunicação, o Henrique Meirelles dos tempos de Ministério da Fazenda ficou para trás. “Ele tem melhorado com exercícios com a fonoaudióloga”, diz Elsinho, sobre a dicção do candidato.



O figurino do peemedebista também mudou: “Hoje ele estreia Ricardo Almeida”, anuncia o marqueteiro, em referência ao famoso alfaiate, um dos mais requisitados por candidatos em campanha.



Por João Pedroso de Campos



Curtir






Guilherme Venaglia08/09/201821:46



Bolsonaro disparado em buscas no Google



Nas últimas duas horas, informa o Google, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, concentrou 70% das buscas sobre os candidatos à Presidência que participarão do debate. Muito longe dele, aparecem Ciro Gomes (11%), Geraldo Alckmin (6%), Alvaro Dias (4%), Marina Silva (3%), Cabo Daciolo (3%), Guilherme Boulos (2%) e Henrique Meirelles (1%)



Curtir






André Siqueira08/09/201821:55



O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB), chegou ao debate na Band anunciando que fará amanhã sua primeira agenda pública ao lado de Geraldo Alckmin. Segundo Doria, ele e Alckmin estarão juntos em Taubaté às 18h30. Na agenda do presidenciável, até o momento, no entanto, o único compromisso agendado para esta sexta-feira é uma participação em uma sabatina da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos).



Por João Pedroso de Campos



Curtir






André Siqueira08/09/201822:04





O astronauta Marcos Pontes, que foi cotado para ser vice do candidato Jair Bolsonaro, conta que negocia voltar para o espaço em múltiplas missões no ano que vem. Uma de suas adaptações: perder cerca de 15 quilos



Curtir






André Siqueira08/09/201822:05



O presidente de honra e fundador do PSL, partido de Jair Bolsonaro, Luciano Bivar, disse a VEJA que, diante do tempo curto para as respostas no debate, bem mais breve que em sabatinas e entrevistas, o presidenciável tende a ser o mais “generalista” possível nas explanações. Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto no cenário sem o ex-presidente Lula, deve ser um dos mais acionados e atacados por adversários. Quando questionado sobre economia, ele se diz “ignorante” e pede ao interlocutor que procure o “posto Ipiranga”, em referência à Paulo Guedes, responsável pela parte econômica de sua campanha.



Por João Pedroso de Campos



Curtir






André Siqueira