Policial

Delegado que levou testemunha falsa no Caso Marielle é preso por extorsão

O delegado Lorenzo Pompílio da Hora foi alvo da Operação Tergiversação e é acusado de envolvimento em um esquema de cobrança de propina a investigados e potenciais investigados em fraudes no Correios; em maio do ano passado, fez parte do trio que levou testemunha falsa para depor no caso Marielle


bookmark_borderCASO DE POLICIA date_range12 Jun 2019 - 09h50 personREVISTA FÓRUM


 




Preso nesta terça-feira (11) na Operação Tergiversação, da Polícia Federal e do MPF, o delegado Lorenzo Pompílio da Hora fez parte do trio de delegados que apresentou testemunha falsa no caso Marielle em maio do ano passado. O delegado foi preso com o escrivão Éverton da Costa Ribeiro e um advogado, suspeitos de fazerem parte de uma organização que atua dentro da Superintendência da PF no Rio.



Lorenzo da Hora era o delegado responsável pelas investigações das operações Titanium e Virupostalis/Recomeço, que investigavam fraudes no planos de saúde e no fundo de pensão dos Correios. Segundo a Tergiversação, ele estaria envolvido em um esquema de cobrança de propina a investigados e potenciais investigados nos inquéritos. Tanto Hora quanto o escrivão Éverton da Costa Ribeiro negaram a acusação.



Em maio do ano passado, Lorenzo fez parte do trio de delegados, formado por ele, Felício Laterça e Helio Khristian Cunha de Almeida, que levou testemunha falsa para prestar depoimento no Caso Marielle. Segundo o jornalista Sérgio Ramalho, do UOL, foi o delegado Pompílio que estabeleceu o contato com o então chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa, para levar policial militar Rodrigo Ferreira à Delegacia de Homicídios da Capital.



Conhecido como Ferreirinha, o PM acusou o vereador Marcelo Siciliano (PHS) e o ex-PM Orlando Araújo, o Orlando Curicica, de terem atuado como mandantes na morte da vereadora Marielle Franco, mas logo confessou que estava mentindo. Ferreirinha foi preso no último dia 23 acusado e fazer parte de uma organização criminosa que tinha como objetivo de impedir a elucidação do Caso Marielle. O delegado Helio Khristian foi alvo de busca e apreensão na mesma operação que prendeu o PM.



Estão presos, desde março, o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz sob acusação de terem executado o atentado. Ainda não se sabe quem foram os mandantes do crime.