Judiciário

Desembargadora da Bahia recebeu propina mesmo na quarentena do coronavírus

Investigação aponta acerto de R$ 1 milhão para desembargadora Sandra Inês Rusciolelli conceder uma decisão


bookmark_borderBRASIL JURÍDICO date_range24 Mar 2020 - 18h05 personDCM

Da coluna de Bela Megale



A pandemia do coronavírus não foi suficiente para impedir o acerto de propina para uma desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA).



 



Foi isso que o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, escreveu na decisão que autorizou mais uma fase da Operação Faroeste, deflagrada hoje e que levou para atrás das grades a desembargadora Sandra Inês Rusciolelli. (…)



O magistrado destacou que, na terça-feira (17) passada, foram entregues R$ 250 mil ao filho da desembargadora, que atuou como intermediário do pagamento de propina destinado a ela, como revelou O GLOBO. “Chama atenção o fato de a ação criminosa não ter se interrompido mesmo durante a pandemia de Coronavírus (Covid-19), quando há recomendação de restringir-se a interação social”, destacou Og Fernades.