Internacional

Diretor-geral da OMS diz que atenderá pedidos de Trump

"Recebemos a carta e a atenderemos", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus sobre texto do presidente dos EUA


bookmark_borderPOLITICA INTERNACIONAL date_range21 Mai 2020 - 07h26 personPLENO NEWS

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), revelou nesta quarta-feira (20) ter recebido carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com exigência de mudanças na agência em 30 dias e surpreendeu, ao admitir que a resposta é positiva.



– Recebemos a carta e a atenderemos – disse o responsável pela OMS.



Por meio de um texto, Trump ameaçou cortar de maneira permanente o repasse do governo americano e tirar o país da Organização Mundial de Saúde.



Sobre as consequências da saída dos Estados Unidos da OMS, Tedros explicou que o montante repassado pelo país é considerado relativamente pequeno e que equivale ao orçamento de um hospital de médio porte, de um país desenvolvido.



O diretor geral da agência ainda destacou que estão sendo buscadas novas fontes de financiamento e um aumento na base de doadores, para que seja reduzida a dependência dos repasses voluntários, que giram em torno de 80% da receita, além da imposição de contribuições fixas dos países-membros.



Segundo Mike Ryan, diretor-executivo da OMS para Emergências Sanitárias, os aportes dos EUA vão de “100 milhões (R$569 milhões) a 200 milhões de dólares (R$ 1.1 bilhões)”, embora Trump se refira a um valor muito maior. O valor estava sendo dirigido, principalmente, para programas humanitários e de emergências em saúde.



Perguntado sobre a avaliação que a OMS aceitou ser submetida, durante assembleia anual realizada no início dessa semana, Tedros admitiu que a situação é absolutamente normal e já esperada durante a pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.



– Foi feito com o ebola, com a SARS e outros grandes surtos. A OMS presta contas e exige prestação de contas. Quando o fizermos será amplo e abrangente e envolverá todos os setores para que possamos ter todas as informações, aprender com elas e tornar o futuro melhor – disse o diretor-geral da OMS.



*Com informações da Agência EFE