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E-mails revelam que LaMia e seguradora sabiam de proibições em voo da Chape


bookmark_borderBRASIL POLITICA date_range10 Set 2019 - 07h37 personDCM

Do UOL:



 



Uma série de e-mails trocados entre a proprietária da companhia aérea LaMia, a venezuelana Loredana Albacete, e o corretor de seguros da AON, o britânico Simon Kaye, demonstram que ambos sabiam das proibições para as operações da empresa boliviana que transportou a Chapecoense no fatídico voo que caiu no morro Cerro Gordo, em Medellín, na Colômbia, vitimando 71 pessoas em novembro de 2016.



Um dos exemplos ignorados por ambos é a proibição de que voos fretados sobrevoem o espaço aéreo da Colômbia. Além disso, as mensagens trocadas indicam favorecimentos políticos, desdém com a tripulação e um contato próximo com “aquela que cuida dos clubes de futebol”.




 



Os e-mails estão numa série de documentos disponibilizados ao Senado Federal e obtidos pelo UOL Esporte que demonstram que a companhia aérea tinha seguro para a aeronave, à despeito das famílias ainda não terem recebido os valores sobre o acidente. Em um dos trechos, a negociação entre Loredana Albacete e Simon Kaye demonstra que a LaMia contava com uma série de voos futuros para convencer a AON a assegurar a nave:



“Odeio pressionar você com tempo quando eu tenho atrasado nas respostas, mas não tenho opções. Vamos ter de assinar o contrato na segunda para a viagem de 10 de abril. (…) Espero que você entenda. É um cliente com alto potencial para nós. Eles lidam com todos os times de futebol e a temporada está começando”, escreve Loredana. A referência é à Off Side Logística, empresa sediada no Rio de Janeiro que intermediou negociações com a Chapecoense e outros clubes. A viagem citada não ocorreu: era para o The Strongest ir para a Venezuela, mas o seguro não saiu a tempo.



(…)