Religião

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI - CELEBRAÇÕES REVERENCIAM CRISTÃOS, HUMANOS E FAMILIARES.


bookmark_borderRELIGIÃO E FÉ date_range11 Out 2019 - 06h24 personJOÃO CARLOS

Os nossos problemas tendem a se agravar enquanto a infância e os cidadãos, suas vontades e necessidades forem tratados com descaso, esquecimento e cumplicidade da sociedade contemporânea. Nesta trilha, por ocasião das datas que homenageiam no Brasil as crianças (doze de outubro) e os professores (quinze de outubro), reflitamos sobre a ausência de incentivos à educação.



Tal aspecto gera um processo falho e imperfeito, deixando de se formarem coerentemente crianças e jovens, constrangendo-os no futuro a viverem privados de uma visão crítica, permanecendo alienados e massificados, contrariando frontalmente direitos fundamentais básicos.



Ao dificultar as condições dos profissionais do ensino, o Poder Público prejudica a formação em geral, impedindo o acesso a uma instrução de qualidade, o que significa escravizar o adulto de amanhã, aprisionando-o aos grilhões da ignorância, atentando diretamente contra a sua dignidade humana. Vítimas da indiferença e da insensatez de nossas autoridades, eles mantém o inquestionável papel de guardiões da ética, valor que os dignifica para exercerem o ofício de zelar pela integridade da consciência humana, apesar dos inúmeros obstáculos que lhe são impostos em nosso país.



 



 



 



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Para os católicos há outra celebração, o DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA, Padroeira do Brasil a 12 de outubro indicando a importância de reverenciarmos os valores cristãos, humanos e familiares, sem os quais é impossível construir uma sociedade fraterna e solidária, capaz de operar as necessárias transformações comunitárias. E invocando o poema de Casimiro de Abreu, retratando a relevância do período da infância na vida de cada cidadão, podemos dizer: “Oh! Que saudades que tenho/ da aurora da minha vida/ da minha infância querida/ que os anos não trazem mais”.



Efetivamente, toda criança precisa hoje é de muita atenção do Estado, da família e da sociedade – determinação contida na própria Constituição Federal do Brasil - e tempo para se divertir sadiamente. É preciso que os mais velhos retomem os sentimentos puros da infância, conscientizando-se destes aspectos, para construírem um mundo melhor para abrigar os homens de amanhã, propiciando-lhes boa educação com limites, preparação religiosa e respeito ao próximo, num esforço para que todos possam se sentir valorizados como seres humanos.



 



 



         16 de outubro. DIA DA ALIMENTAÇÃO



 



 



Se quisermos uma sociedade onde o viver e o convívio sejam os valores máximos, faz-se necessário um esforço maior em dar a todos iguais possibilidades de participação. A fome se revela num agravo à consciência ética da humanidade. Não por acaso a Declaração Universal dos Direitos do Homem dispõe que o alimento é condição indispensável à vida e à cidadania, ao que se poderia acrescer, também à liberdade. Assim, permanecem plenamente atuais as palavras de Adlai Stevenson, que “um homem com fome não é um homem livre”. E seja qual for o entrave que tolhe a liberdade dos indivíduos, é sempre um empecilho ao desenvolvimento dos seres humanos e à plenitude da vida. A FAO, órgão da ONU para a alimentação e a agricultura, escolheu o dia 16 de outubro, aniversário de sua criação ocorrida em 1945, como o DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO, visando destacar a importância dos gêneros alimentícios à qualidade de vida das pessoas em todo o planeta.



 



 



 



 



*JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito Padre Anchieta de Jundiaí. Ex- presidente das Academais Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)