Política

João Doria afirma que São Paulo estará imunizada até março de 2021

Em entrevista, o governador paulista indicou a ordem dos imunizados caso a CoronaVac seja liberada pela Anvisa.


bookmark_borderBRASIL POLITICA date_range17 Out 2020 - 06h31 personBRASIL 123/De Pedro Souza

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou na última quarta (14) que até o final de março toda a população de São Paulo estará imunizada para a Covid-19.



Em entrevista concedida à Band, o governador João Doria afirmou: “Nós aqui seguimos a ciência e a medicina. E o Instituto Butantan”, frisando que a vacina “CoronaVac está na sua última semana de testagem aqui no Brasil, como 13 mil voluntários em sete estados brasileiros, todos médicos e enfermeiros. Até o presente momento, nenhuma intercorrência, nenhuma colateralidade que possa colocar em risco a vacina nessa última etapa da testagem”.



João Doria também indicou que no mês de outubro serão recebidas cinco milhões de doses da vacina e em dezembro 46 milhões da CoronaVac. Segundo o governador, há uma reunião com o Ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello e com o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o almirante Antônio Barra Torres, para tratar da aprovação das vacinas, visto que outras também estão sendo desenvolvidas no momento.



Segundo o governador: “Tomando-se em conta que os testes estão sendo bem realizados, com o acompanhamento da Anvisa, sem nenhum efeito colateral, certamente a Anvisa emitirá um certificado aprovando a vacina do Butantan”, indicando que as imunizações poderiam iniciar já em dezembro.



Doria mencionou a ordem das imunizações, começando pelos médicos e profissionais da saúde (médicos e enfermeiros), professores e servidores da rede pública e privada de ensino, os alunos das duas redes, pessoas com morbidades, idosos e os envolvidos com atendimento ao grande público: policias militares, civis, os profissionais que atuam em ônibus e em metrôs.



A vacina será obrigatória



João Doria nessa sexta (16) também afirmou que a vacina será obrigatória para todos os residentes em São Paulo, exceto caso o cidadão possuir recomendação médica que o impossibilite de tomar a vacina.



A declaração ocorreu em uma entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, que é a sede do governo de São Paulo, durante a tarde. Doria também indicou que serão tomadas medidas legais “se houver contrariedade nesse sentido”, referindo-se a casos de pacientes que não tomem a vacina. O governador afirmou também: “Não faz sentido vacinar alguns e não vacinar outros”.



Para todo o Brasil



O governador também indicou ter interesse que a vacina seja distribuída para todo o Brasil. Doria indicou que: “O Brasil e o Ministério da Saúde não podem vacilar. O que eles precisam é vacinar. O que a população deseja é isso”.



Sobre a possibilidade de entraves por parte do Governo Federal, Doria afirmou: “espero que não. Entendo que em uma situação como essa, que envolve a vida de milhões de brasileiros, não possa ter nenhum viés de ordem político, eleitoral ou viés ideológico. É constrangedor imaginar que alguém possa prejudicar o direito a vida das pessoas na defesa de um interesse ideológico, partidário ou político”.



E continuou: “Portanto tenho confiança de que o Ministério da Saúde e o Ministro Eduardo Pazuello saberá compreender isso, aprovar a vacina que está sendo testado dentro dos rigores do protocolo da Anvisa e também dos protocolos da Organização Nacional da Saúde (OMS)”.