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Lava Jato: Romero Jucá e Valdir Raupp viram réus por corrupção

Os emedebistas são acusados de participar de esquema de propina em contratos com a Transpetro


bookmark_borderBRASIL POLITICA date_range15 Jun 2020 - 15h25 personMETRÓPOLES / THAYNÁ SCHUQUEL

A13ª Vara da Justiça Federal aceitou uma denúncia oferecida pela Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal (MPF), contra os ex-senadores Romero Jucá e Valdir Raupp, ambos do MDB. Eles viraram réus pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em contratos com a Transpetro.



Além de Raupp e Jucá, Luiz Fernando Maramaldo, Fernando Reis, Nelson Maramaldo e Sergio Machado foram alvos da decisão da Justiça.



 



Conforme foi apurado pela força-tarefa, as empreiteiras pagavam propina aos integrantes do MDB responsáveis pela nomeação e manutenção de Machado na presidência da estatal. Em troca, Machado garantia às empreiteiras a continuidade dos contratos e a expedição de futuro convites para licitações.



O esquema de corrupção mantido na Transpetro resultou em uma série de pagamentos ilícitos disfarçados de doações eleitorais oficiais ao partido entre 2008 e 2010 e em 2012.



Denúncia


De acordo com a denúncia, em 2008, a NM Engenharia pagou propina disfarçada de doação eleitoral oficial no valor de R$ 100 mil ao Diretório Estadual do MDB em Roraima, presidido na época por Jucá.



O dinheiro foi utilizado para a campanha eleitoral de Elton Vieira Lopes à prefeitura de Mucajaí (RO). Ao todo, a NM Engenharia pagou R$ 1,3 milhão em vantagens indevidas, na forma de doações eleitorais, para Jucá e outros políticos do MDB.



Já em relação à Odebrecht Ambiental, esquema semelhante ocorreu em 2012, quando o ex-senador Valdir Raupp recebeu, com o auxílio de Machado, R$ 1 milhão da empreiteira. Reis, presidente da empresa na época, utilizou outra companhia do grupo, a Barro Novo Empreendimentos Imobiliários, para fazer duas doações eleitorais oficiais no valor de R$ 500 mil cada.