Política

MST deve fazer menos ocupações de terra neste governo, diz Stédile

Líder do MST diz que movimento deve se focar em pautas de união com a esquerda para criar ambiente mais favorável à reforma agrária


bookmark_borderBRASIL POLITICA date_range10 Set 2019 - 13h30 personPODER 360/TIAGO MALI

O economista João Pedro Stédile, membro da direção nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), disse em entrevista ao Poder360 que o movimento deve manter um ritmo lento de ocupações durante o governo do presidente Jair Bolsonaro.



“As famílias não fazem uma ocupação por 1 protesto político, as famílias fazem uma ocupação na esperança de ter aquela terra e poder criar sua família e ter solução para o seu problema da sua vida. Quando percebem, pelas forças políticas que estão no governo, que o Incra tá praticamente fechado, que não tem perspectiva nenhuma de ele dar uma recuada, então nós estamos num tempo histórico de recuo, de ficar no estacionamento esperando mudar o vento para ver como se altera a correlação de forças políticas”, declarou.



Assista à íntegra (42min47s) da entrevista.





 





 


 





Desde 2008 eclodiu uma crise mundial do capitalismo. O governo Lula segurou a  



 



 



 



 



 



O líder do MST afirma que o momento é de pautas mais políticas para tentar criar uma correlação de forças favorável à reforma agrária. Para ele, Bolsonaro está conseguindo a “graça de unir a esquerda“.



Stédile também comentou a declarada intenção do presidente de dar indulto aos condenados pelo massacre de Eldorado dos Carajás.  “Todas as consultas que nós fizemos pros juristas que estão preparando um arrazoado, é de que o indulto dessa forma é inviável e ele é inconstitucional. As declarações do presidente revelam toda a perversidade que tem na cabeça desse homem. Ele é 1 pregador da morte, ele é 1 pregador do massacre”, afirmou.



Leia abaixo trechos da entrevista:



Lula já chegou a fazer referência ao “exército do Stédile” para se referir à força de mobilização da esquerda. O que aconteceu com o exército nos últimos anos?

Desde 2008 eclodiu uma crise mundial do capitalismo. O governo Lula segurou a crise com os investimentos que o BNDES fez na indústria. Isso gerou emprego, o programa Minha Casa Minha Vida gerou muito emprego e segurou a crise. Porém em 2012 a crise veio com muita força. A crise econômica é a base de qualquer processo político. Ela rompeu a aliança de classes que sustentava o governo Dilma. A coitada da Dilma pagou um preço que não era dela. Ou seja: a crise econômica rompe a conciliação de classes e aí cada classe na crise tenta se salvar. E a burguesia, o que fez? Disse que a culpa é da Dilma, então vamos tirar a Dilma. Ela mobilizou todas as forças que ela tinha. A classe trabalhadora pagou caro pela crise. Desde 2012 tá pagando a crise, com desemprego, com desânimo, com falta de esperança. E isso nos tirou possibilidade de nós fazermos mobilização de massa. A massa não se sentia identificada com o governo Dilma.



Por quê?

De certa forma a mídia botava a culpa no governo Dilma, e não no capitalismo. Era como se a crise fosse culpa de um governo inepto, quando hoje nós temos claro que a crise vai passar o governo Bolsonaro. Todos os economistas de todas as correntes dizem que no máximo a crise no Brasil começa a arrefecer em 2023. E a nível mundial, o próprio [Joseph] Stiglitz [prêmio Nobel de Economia] diz que estamos à mercê de uma nova recessão. Portanto, traria o aprofundamento ainda maior da crise no Brasil. Depois da eleição do Bolsonaro, só 34% achavam que o Lula era inocente. Isso é fruto dessa campanha intensa da mídia e da direita contra o Lula. Agora, com as revelações do Glenn [Greenwald] e o povão vendo que a crise econômica não era só na Dilma, que continuou no Temer e continuou no Bolsonaro, hoje já 58% da população acredita que o Lula é inocente e que precisa fazer um novo julgamento. O clima político nas massas vai mudando de acordo com o tempo. Acho que temos um clima maior de conscientizar as massas e ter num futuro próximo grandes mobilizações.



Mas não era para a esquerda estar mais mobilizada agora, já que é 1 governo que se opõe mais claramente a ela?

Isso era a necessidade. Porém a capacidade que nós temos de mobilizar é muito pequena. As centrais sindicais e os movimentos como o MST organizam uma vanguarda da classe trabalhadora. E essa vanguarda está mobilizada. De certa forma, é o que foi feito em maio no movimento em defesa da Educação. O povão só se mobiliza por algum fator psicossocial que leve a uma indignação muito grande em determinados períodos da história do país. Não é só porque Stédile, porque o Lula mandou.



Mas mesmo nesta vanguarda… O MST, por exemplo, está fazendo menos ocupações neste ano. O que está acontecendo?

No caso da nossa base sem terra é porque o sem terra que está lá lascado da vida num acampamento ou trabalhando para não sei quem também tem a sua análise política. Se ele liga na Globo e vê que o governo vai massacrar os sem-terra, que o governo vai botá-los na cadeia, que agora “comigo é na motosserra”, como o Bolsonaro diz, ele também percebe que a conjuntura política não é favorável para avançar a reforma agrária.

Ele fica temeroso de ir para uma ocupação e aquela ocupação não ter solução. Quando realizamos as ocupações nós temos que escolher muito bem qual é a fazenda para que essa fazenda possa ser desapropriada e tenha uma solução concreta. As famílias não fazem uma ocupação por 1 protesto político, as famílias fazem uma ocupação na esperança de ter aquela terra e poder criar sua família e ter solução para o seu problema da sua vida. Quando percebe, pelas forças políticas que estão no governo, que o Incra tá praticamente fechado, que não tem perspectiva nenhuma de ele dar uma recuada, então nós estamos num tempo histórico de recuo, de ficar no estacionamento esperando mudar o vento para ver como se altera a correlação de forças políticas. Por isso, inclusive, que a militância do MST está mais mobilizada desde a campanha de Dilma em termos formais políticos, porque nós temos que mudar a conjuntura política, caso contrário não abre brecha de novo programa de reforma agrária.



O temor dessa retórica do Bolsonaro contra vocês inspira então esse recuo nas ocupações?

Sem dúvida nenhuma. Mas não é 1 temor assim, “agora fiquei com medo do Bolsonaro.” Do Bolsonaro a turma pega raiva. Digo mais é que a turma na base percebe a conjuntura política. Ou seja, se a extrema esquerda está no governo central isso altera a correlação de forças. O mesmo cenário você vai encontrar na cidade. Nós temos 13 milhões de desempregados, 33 milhões trabalhando por conta própria.

Quando o sindicato vai propor greve, o cara fica assustado. Se eu fizer greve eu vou pra rua, quer dizer, tem pouca perspectiva de conseguir algum ganho real com esse tipo de movimentação neste momento de crise econômica e dessa hegemonia da extrema direita no governo central. Isso cria uma correlação de forças adversa para conquistas econômicas reais, seja de terra para os sem-terra, seja de salário do trabalhador. Por isso que na agenda política agora você tem que mudar a correlação de forças políticas, você tem que enfrentar o governo e emparedar a extrema direita para criar um novo cenário na nossa sociedade que possa projetar mudanças.



Devemos então continuar tendo poucas ocupações até que a conjuntura política mude?

Mais ou menos por aí.



O governo Bolsonaro assentou pouco mais de 1.000 famílias e diz que não assentará mais neste ano. É menos que no ano passado sob o Temer e que no governo Dilma, onde já havia redução. É muito menos que os 100 mil que chegou FHC e os 130 mil que chegou o governo Lula. Quais são as perspectivas de vocês nesse contexto?

O governo Bolsonaro com a ideologia dele entregou o Incra para o que tem de mais atrasado na política brasileira que é a UDR e alguns milicos que não entendem nada de reforma agrária. Eles têm a ilusão de que não fazendo nada vai resolver o problema, como aconteceu durante a ditadura militar. Nós passamos 20 anos sem fazer nada de reforma agrária embora tivesse a Lei do estatuto da terra. E os milicos acreditavam que aquilo era coisa de comunista, que o sem-terra ia acabar por si próprio. Mera ilusão. Porque quando veio a redemocratização o movimento camponês sem-terra voltou com força e daí surgiu o MST.

Nós estamos vivendo 1 período parecido. O Incra não tem nenhum interesse em fazer nenhuma desapropriação, eles dizem claramente isso. Eles acabaram com todas as políticas, inclusive de apoio à agricultura familiar como era o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e outras políticas. Eles acham que com isso os pobres decerto vão acabar. Não! Os pobres do campo vão aumentar com essa política de não solução dos problemas. Quando o movimento camponês voltar, vai voltar com muito mais força, com muito mais contundência porque vai se formando uma espécie de panela de pressão. Eles têm uma visão ideológica distorcida. Eles acham que lutamos pela reforma agrária por uma motivação ideológica. Não é verdade! Claro que tudo na vida tem ideologia, mas a luta do MST e dos camponeses é pra ter terra, é pra acabar com o latifúndio nesse país para que todo mundo possa trabalhar com sua família no interior.



Como o MST vê a crise internacional com o aumento das queimadas e do desmatamento na Amazônia?

Desde a época do governo Dilma e depois, com a nossa contribuição ao programa de governo do governo Haddad, nós nos somamos com os movimentos ambientalistas, com o Greenpeace, para adotar política de desmatamento zero. O Brasil para se desenvolver não precisa mais derrubar mais nenhuma árvore. Nós devemos manter a nossa cobertura vegetal como tal agora. Isso significa que não precisa, para ampliar a lavoura de soja, para ampliar a produção de carne, ficar expandindo a fronteira agrícola para a Amazônia. Claro que o pequeno agricultor sempre planta uma árvore e outra: ele vai continuar derrubando a árvore, faz lenha, faz carvão, mas não é diz que se trata.



Dados da ONG Imazon no começo do ano mostram que 67% do desmatamento era em terras particulares, mas cerca de 20% foi detectado em assentamentos rurais.

Nós somos contra fazer projetos de colonização em área pública de floresta. Se tu bota o cara lá em 100 hectares e os 100 estão cobertos de mata, o cara vai ter que derrubar. A nossa política no MST é que nós temos que ocupar, inclusive na Amazônia, as áreas de pecuária. Por isso que o MST só está presente lá no Sudeste do Pará. Nós não temos um movimento no Amazonas. No Pará nós só temos naquela região de Marabá, onde a mata já foi derrubada e já é pecuária extensiva mal utilizada. Se o Incra pega 10 mil hectares de pura mata em Rondônia e aí vai entregar pra pobre, evidentemente que os pobres vão ser obrigados a derrubar parte do seu lote para sobreviver.



Recentemente, o presidente falou em indulto aos envolvidos no massacre de Eldorado dos Carajás. Vocês vão reagir?

A declaração dele é uma afronta para todo o MST, para as famílias dos que morreram assassinados naquela caminhada. Não é todo mundo que sabe que foi 1 massacre planejado e financiado pela Vale do Rio Doce porque os companheiros estavam fazendo uma marcha na estrada e estava atrapalhando a circulação dos caminhões da Vale. Os 2 coronéis que comandaram o massacre foram condenados a 274 anos de prisão por júris populares. Todas as consultas que nós fizemos pros juristas que estão preparando 1 arrazoado, é de que o indulto dessa forma é inviável e ele é inconstitucional. Seja pelo processo do júri popular, seja pela pena que os comandantes receberam. Só os 2 coronéis mandantes foram condenados. Na nossa opinião deveria ser condenado também o antigo governador que deu a ordem e o secretário de segurança, mas eles contrataram advogados bons e escaparam. As declarações do presidente revelam toda a perversidade que tem na cabeça desse homem. Ele é 1 pregador da morte, ele é 1 pregador do massacre.



Como você vê a polarização do debate político no Brasil?

Há uma lógica na luta de classes, nas mobilizações de massa. Elas se movem por ondas. O povo não fica todo o tempo mobilizado e nem fica todo o tempo atrás.



O estilo do presidente Bolsonaro não tenta exatamente manter o seu núcleo mobilizado?

Essa é a tática dele porque ele sabe que não representa a maioria da sociedade. Fez 57 milhões de votos, mas entre os 120 milhões que podiam votar ele é minoria, assim como o Haddad poderia ter se dirigido pela minoria. O Bolsonaro sabe que ele não tem base social para sustentar esse governo. Qual é a base social real do Bolsonaro? Os policiais militares que vivem de ódio, o baixo clero das Forças Armadas e setores pentecostais das igrejas. Mas somando tudo isso dá 8%, 10% da sociedade brasileira. O que ele adotou como tática é “eu vou segurar o meu exército coeso. Eu tenho que manter todo o tempo 1 discurso ideológico de ódio de agressão e de propaganda da violência.” Mas ele é burro no sentido de que ele cada vez mais não agrega ou agrega menos gente na sociedade, então isso vai gerar uma contradição no curto prazo, que eu acho que vai resultar em mobilizações de amplos setores da sociedade.



Você sempre foi crítico da aliança dos governos petistas com outros setores da sociedade. Após o fim dessas alianças, a esquerda foi limada do poder. Você mantém a avaliação de que as alianças não eram benéficas? Ainda acha que dá pra ter governo de esquerda sem aliança?

Acho que é possível e necessário. Só que botar o rótulo de esquerda acho que estreita. Nós temos que construir uma grande aliança do povo brasileiro, das forças populares, e mesmo de setores progressistas empresariais. O problema não é quem tu trás na aliança, o problema é qual é o projeto econômico que vai propor. Nós temos de reindustrializar o país. Ora, se eu defendo a reindustrialização, significa que eu, mesmo sendo de esquerda, quero que haja 1 empresário consciente da sua função. O problema nosso agora é que a burguesia brasileira não quer ser nacional.



A esquerda também não deixou de buscar setores da burguesia num processo de radicalização?

No governo Lula e Dilma havia essa conciliação de classes. Com as empreiteiras. Inclusive, o maior erro que a Dilma fez foi para enfrentar a crise quando ela assumiu no 2º mandato: Ela entregou o Ministério da Fazenda para o Bradesco. Mandou o Levy [ex-ministro da fazenda Joaquim Levy]. Pra sair da crise tu não entrega a economia para os bancos. Você tem que entregar para quem entende de indústria, tem que reconstruir investimentos produtivos. Não estamos saindo da crise porque cessaram os investimentos produtivos, seja na agricultura, seja na infraestrutura.



Bolsonaro entrou no governo e fez menos concessões e acenos a outros setores eleitorais do que se esperava. Não é isso o que vocês pregavam, não fazer concessões, mas com o sinal trocado?

Temos que discutir um outro programa do país e à esquerda. Não é simplesmente adotar um discurso ideológico de esquerda. O Brasil é 1 país tão grande que ele precisa de 1 programa de desenvolvimento econômico e social que tira o país da crise e que crie condições para toda a família brasileira ter 1 futuro melhor. E para isso tem que fazer pesados investimentos na retomada na indústria, na reforma agrária, na educação, na construção de moradia. Programa de esquerda no Brasil é fazer uma retórica socialista. O programa de esquerda no Brasil é resolver o problema da população garantindo trabalho renda, moradia e educação.



Quais são as próximas ações programadas do MST, já que vocês devem fazer menos ocupações?

Nós vamos continuar pressionando o Incra para que ele resolva os problemas. Temos umas 80 mil famílias acampadas. Nós vamos continuar pressionando os políticos e o governo para que se mantenham as políticas públicas de apoio à agricultura familiar, embora nós saibamos da conjuntura. Estamos envolvidos de corpo e alma na agenda política mais geral. Temos 1 calendário em defesa da soberania nacional e da Petrobras, Caixa, Eletrobras. Teremos vários atos ao longo do país. Também atos em defesa da Amazônia.



É 1 momento de união da esquerda? Porque houve uma divisão clara, tem frentes diferentes cada uma indo para cada lado.

Essa é uma graça que nós alcançamos graças ao Bolsonaro. O Bolsonaro conseguiu nos unir. Ele é tão agressivo que a esquerda se deu conta que não adianta ficar dividida brigando por vírgula. Acho que tem que criar uma unidade não só da esquerda. Uma unidade até eu diria meio patriótica, uma unidade das forças populares. Ninguém precisa não abrir mão da sua ideologia do seu programa, mas agora nós temos que defender o Brasil.



BATE-BOLA



É a favor ou contra liberar o aborto em mais casos do que a legislação prevê?

É 1 problema de foro íntimo da mulher, mas o Estado tem que dar o direito de fazer aborto em todos os hospitais públicos, porque é 1 problema de saúde pública.



É a favor de liberar o consumo recreativo de drogas leves, como a maconha?

Existe muitas drogas perigosas no Brasil: a Coca-Cola, a cachaça, a cocaína, e muitas drogas pesadas. A maconha, entre elas, parece ser a mais leve. Acho que tem que ter uma normatização, pra também não ser estimulante. Mas não pode criminalizar. Não pode mandar gente pra cadeia. Nossas cadeias tão cheias aí de mulas que vendem drogas.



É a favor ou contra flexibilizar o porte de armas?

Contra! Fizemos campanha contra! A arma só leva à morte. Quem tem que dar proteção é o Estado. Voltar a liberação da arma e deixar que cada 1 se defenda é voltar à Idade Média.



Autonomia política do Banco Central?

Contra! O Banco Central é o caixa do governo. Como é que tu entrega a caixa pros outros? Você entregaria sua conta bancária por uma outra pessoa? É isso que eles querem fazer com a conta bancária do povo brasileiro. Tem que ser do governo.



Escola sem partido?

Isso é uma idiotice que inventaram aí, não tem sentido nenhum. Salve Paulo Freire!



Redução da maioridade penal?

Outra estupidez. Tu resolve a criminalidade com o emprego e combatendo a desigualdade. Por que que não tem crimes em Cuba? Por que não tem crimes na Noruega? Por que não tem crimes em outras sociedades que são mais igualitárias? O Brasil é campeão mundial de criminalidade porque é a sociedade mais desigual do mundo. Nós empatamos com a África do Sul.



É a favor da redução do número de deputados no Congresso Nacional?

Minha opinião pessoal é de só uma Câmara, e acaba com o Senado. As questões dos Estados podia ter 1 Conselho da República. O Senado na origem era para resolver o problema dos Estados e hoje ele discute todas as leis, não tem sentido isso.



É a favor ou contra que igrejas tenham imunidade tributária?

É um tema difícil. No caso da arrecadação financeira, acho que elas tenham que pagar tributo.



Acho que deveria ter 100 Poder360, dezenas, milhares, porque nós já percebemos que a televisão monopolizada como aqui no Brasil é um grande instrumento de manipulação das massas. Os grandes jornais dependem de muitos recursos, então a maneira da sociedade receber informação verídica, neutra, imparcial, é cada vez mais pulverizar fontes de informações mais sérias.