Policial

Milícia do Rio de Janeiro é modelo do PCC nas ações de invasão de imóveis


bookmark_borderCASOS DE POLICIA date_range12 Jan 2020 - 06h15 personDCM

De Rogério Pagnan e Matheus Moreira na Folha de S.Paulo.



“Aqui não tem isso, não”, inicia o homem, em resposta ao repórter da Folha sobre a existência de um líder comunitário naquela parte de Cidade Tiradentes, extremo leste da capital. 



Ele faz uma pausa para retirar do bolso um papelote de cocaína e, após consumir metade, continua. “Aqui quem manda é o crime. Aqui é PCC”, diz, sem sorrir.



A rua Regresso Feliz, visitada pela reportagem em novembro, está em uma lista em poder do governo paulista com mais de uma centena de endereços na capital e Grande São Paulo, entre conjuntos habitacionais, prédios e terrenos, espaços públicos e privados em que há indícios da presença do crime organizado na exploração financeira de moradores desses locais.




 



O crime atua na cobrança de aluguéis e taxas de “proteção” e na venda de terrenos e apartamentos. “A situação é preocupante. As famílias estão reféns de bandidos, sendo obrigadas a pagar aos criminosos. Pressionadas a pagar uma taxa de contribuição para o crime. Estamos virando um Rio de Janeiro”, diz um membro da cúpula da Habitação do governo João Doria (PSDB).