Política

Moro ainda não se manifestou sobre decisão do STF no caso Flávio Bolsonaro x Coaf

Até agora, Moro não se pronunciou sobre recurso de Flávio Bolsonaro acolhido por Toffoli. Intercept revelou que Deltan Dallagnol sugeriu que o filho do presidente seria blindado, de alguma forma, pelo ex-juiz da Lava Jato


bookmark_borderBRASIL POLITICA date_range22 Jul 2019 - 16h24 personPORTAL GGN

Jornal GGN – De volta ao trabalho depois de uma semana de licença, nos EUA, resolvendo “assuntos particulares”, o ministro da Justiça Sergio Moro ainda não se manifestou sobre a recente decisão do Supremo Tribunal Federal que impede que dados do Coaf sejam utilizadas em investigações sem prévia autorização judicial.



A decisão do ministro Dias Toffoli, tomada no âmbito de um recurso movido pela defesa de Flávio Bolsonaro, tem sido criticada por alguns setores do Ministério Público, que alegam prejuízo a inúmeros processos.



Flávio vem sendo alvo de investigação no Ministério Público do Rio de Janeiro porque o Coaf detectou movimentações financeiras atípicas de seu ex-braço direito no antigo gabinete de deputado estadual, Fabrício Queiroz. Ao longo de ano, ele movimento milhões de reais sem ter patrimônio nem renda compatíveis.




 



No último final de semana, o Intercept revelou que o procuradores Deltan Dallagnol, da Lava Jato em Curitiba, conversou com colegas de MP sobre Flávio ter algum tipo de blindagem com Jair Bolsonaro na Presidência. Para eles, não havia dúvidas de que o hoje senador tinha alguma participação ou era beneficiado pelo esquema de corrupção em seu gabinete. Dallagnol ainda sugeriu que Moro protegeria Flávio de investigações.



Em sua defesa, Toffoli afirmou que tomou a decisão de fiscalizar o uso do Coaf por autoridades de persecução penal é uma proteção a todos os cidadãos, porque as instituições não podem ser utilizadas à revelia do Judiciário, para vinganças ou para fins políticos.



Desde que tomou posse como ministro, Moro fez questão de buscar o Coaf para sua Pasta, mas acabou derrotado pelo Congresso, que fixou o órgão no Ministério da Economia.




GGN reserva este espaço para que o ministro Moro, caso queira, se manifeste.