Internacional

Museu de História Natural de Nova York quer cancelar homenagem a Bolsonaro da Câmara de Comércio Brasil-EUA


bookmark_borderPOLITICA INTERNACIONAL date_range12 Abr 2019 - 07h12 personDCM/Kiko Nogueira

 











 


The external, private event at which the current President of Brazil is to be honored was booked at the Museum before the honoree was secured. We are deeply concerned, and we are exploring our options.

















 



Mais um vexame internacional a caminho.



O Museu de História Natural de Nova York expressou na quinta-feira, dia 11, “profunda consternação” com uma homenagem a Bolsonaro programa para maio em sua sede.



Jair vai receber um prêmio chamado “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio Brasil-EUA.



 


“O evento externo e privado no qual o atual presidente do Brasil será homenageado foi reservado antes de o homenageado ser escolhido. Estamos profundamente consternados e estamos explorando nossas alternativas”, declarou a instituição no Twitter.



Segundo o site Gothamist, que cobre a cidade, a “comemoração do líder ultranacionalista provocou indignação”.



“Bolsonaro abraçou abertamente a homofobia, a misoginia e o racismo, enquanto freqüentemente desumaniza os povos indígenas como animais de zoológico ou ‘catapora'”, relata o artigo.



“Poucas horas depois de assumir o cargo, ele havia massivamente retirado as proteções ambientais na floresta amazônica e, desde então, empreendeu uma agressiva campanha de desmatamento e mineração que grupos nativos compararam ao apocalipse”.



 


Mais:



Há boas razões para supor que pelo menos algumas das pessoas que organizam a gala anual da Câmara de Comércio – cujos ingressos a US$ 30 mil são vendidos imediatamente – têm interesses comerciais diante do homem que estão homenageando: o presidente do conselho, Alexander Bettamio, uma das opções de Bolsonaro para dirigir o Banco de Brasil, atualmente é o chefe da divisão latino-americana do Bank of America. O diretor executivo é Ted Helms, ex-gerente de investimentos da Petrobras, que fechou um acordo de US$ 9 bilhões com o governo de Bolsonaro na terça-feira. (…)



Após a publicação do artigo, um cientista do museu, que pediu anonimato para falar livremente, disse ao Gothamist que “todos os cientistas do estão descobrindo sobre isso [agora]… Está sendo um completo choque para nós”.



“Ninguém acha que é aceitável”, acrescentou.