Judiciário

PGR quer aproveitar morte de miliciano para colocar caso Marielle nas mãos de Moro


bookmark_borderBRASIL JURÍDICO date_range12 Fev 2020 - 05h59 personDCM

Do Globo.



A cúpula da Procuradoria-Geral da República (PGR) avalia que a morte do ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, de 43 anos, “robustece” a necessidade de federalização das investigações do caso Marielle Franco. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo blog de Andréia Sadi no site de notícias G1. Segundo ela, o procurador-geral, Augusto Aras, considera que “a cada fato novo envolvendo personagens ligados ao Escritório do Crime, maior é a necessidade de se conduzir uma investigação afastada do Estado do Rio.”



Morto pelo Bope da Bahia no último domingo — teria reagido a tiros ao ser encontrado —, Adriano era acusado de comandar o grupo de assassinos de aluguel conhecido como Escritório do Crime. O PM reformado Ronnie Lessa, apontado como um de seus integrantes, foi preso no ano passado sob a suspeita de executar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes na noite de 18 de março de 2018.