Policial

Polícia do Rio investiga Carlos Bolsonaro por destruir computador

Investigadores do estado do Rio receberam a informação de que Carlos Bolsonaro teria se desfeito de um computador. O parlamentar é alvo da CPI das Fake News no Congresso e está envolvido no caso Marielle Franco (PSOL)


bookmark_borderCASOS DE POLICIA date_range30 Nov 2019 - 08h29 personBRASIL 247

247 - Investigadores do estado do Rio de Janeiro receberam a informação de que o vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) teria se desfeito de um computador, de acordo com publicação da coluna Radar. O parlamentar já havia apagado seus perfis das redes sociais depois de virar alvo da CPI das Fake News no Congresso e de envolver-se no caso Marielle Franco (PSOL).



 



De acordo com revelações feita pelo Jornal Nacional, no final de outubro, porteiro do condomínio Vivendas da Barra (RJ) contou à polícia que, horas antes do assassinato da então vereadora Marielle Franco, em 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz, entrou no local e disse que iria para a casa do então deputado Jair Bolsonaro. Os registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que o então parlamentar estava em Brasília no dia.



O porteiro que prestou depoimento e anotou no livro o número 58, casa de Jair Bolsonaro, não é o mesmo que fala com o PM reformado Ronnie Lessa (dono da casa 65) no áudio divulgado por Carlos Bolsonaro, do PSC-RJ (veja aqui). Segundo as investigações, Lessa teria efetuado os disparos contra a então parlamentar e Queiroz, que inclusive já tinha aparecido em uma foto com Jair Bolsonaro, seria o condutor do carro. 



A assassinato de Marielle Franco tem ligação com o crime organizado. Ativista de direitos humanos, a ex-vereadora denunciava a truculência cometida por policiais nas favelas e atuação de milícias.  Os criminosos cometeram o crime em um lugar sem câmeras. Antes, havia perseguido o carro de Marielle por cerca e quatro quilômetros. 



Fake News 



As notícias falsas voltaram a chamar atenção no ano passado, quando houve uma campanha ilegal contra o então presidenciável Fernando Haddad (PT) financiada por empresas justamente com base na divulgação de fake-news no WhatsApp para prejudicá-lo e favorecer Jair Bolsonaro. A matéria apontou, ainda, que cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. 



Em outubro deste ano, o WhatsApp admitiu o disparo massivos de mensagens, com sistemas automatizados contratados de empresas. 



“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, afirmou Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, em palestra no Festival Gabo, como informa reportagem do jornal Folha de S.Paulo.