Internacional

"Pompeo fez turnê da guerra para tentar votos às custas da Venezuela", diz Maduro

"Mike Pompeo, a Venezuela está de pé, firme, radical, rebelde; nem você Mike Pompeo, nem milhares de Mike Pompeo poderão trazer a guerra à América do Sul, a Venezuela seguirá seu rumo de paz, de desenvolvimento, de paz e liberdade", afirmou


bookmark_borderPOLITICA INTERNACIONACIONAL date_range19 Set 2020 - 07h52 personBRASIL 247

Sputnik – O secretário de Estado dos EUA realiza uma visita por Suriname, Guiana, Brasil e Colômbia com o objetivo de deter a "ameaça" proveniente do "regime ilegítimo de Maduro".



 



Em declarações à emissora estatal VTV, o líder venezuelano Nicolás Maduro apelidou a visita do secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo aos países latino-americanos de "turnê de guerra" contra Venezuela que "fracassou".



"Na Venezuela somos feitos para a luta, para a resistência, para a força espiritual, a Venezuela nunca se renderá!", disse o líder de vitórias Nicolás Maduro



Maduro disse que o alto funcionário dos EUA, que tem realizado uma visita por Suriname, Guiana, Brasil e Colômbia, todos esses países fazendo fronteira com a Venezuela, está procurando "agitar" a região e ganhar votos à volta de Caracas.



"Mike Pompeo, a Venezuela está de pé, firme, radical, rebelde; nem você Mike Pompeo, nem milhares de Mike Pompeo poderão trazer a guerra à América do Sul, a Venezuela seguirá seu rumo de paz, de desenvolvimento, de paz e liberdade", afirmou.



Além disso, o presidente apelou às Forças Armadas de seu país que estivessem preparadas para qualquer ameaça.



Objetivo da visita



Pompeo anunciou que os EUA destinam mais US$ 348 milhões (R$ 1,88 bilhão) para os refugiados que fugiram da Venezuela.



"Tenho o prazer de anunciar hoje US$ 348 milhões [R$ 1,88 bilhão] adicionais em assistência humanitária para ajudar os venezuelanos que fugiram da brutalidade de [presidente venezuelano Nicolás] Maduro", disse ele. O Departamento de Estado dos EUA anunciou anteriormente que Pompeo visitaria a América do Sul com o objetivo de mostrar apoio às democracias locais e conter a "ameaça" proveniente do "regime ilegítimo de Maduro".



Washington tem repetidas vezes atacado Maduro por "oprimir" o povo venezuelano. Após a turbulência política em janeiro de 2019, os EUA endossaram o legislador oposicionista Juan Guaidó como legítimo presidente da Venezuela, no que foi seguido por vários outros países na América Latina, incluindo a vizinha Colômbia.



Maduro chamou Guaidó de "fantoche dos EUA", que tenta orquestrar um golpe na Venezuela para os Estados Unidos poderem tomar controle dos recursos naturais do país.