Internacional

Por prevenção, Trump decide tomar cloroquina: ‘Ouvi coisas boas’

Presidente afirmou que ouviu "coisas boas" sobre o medicamento


bookmark_borderPOLITICA INTERNACIONAL date_range19 Mai 2020 - 08h10 personEFE

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta segunda-feira (18) que vem tomando hidroxicloroquina e zinco diariamente há mais de uma semana, porque ouviu “muitas coisas boas” sobre o efeito delas contra a Covid-19. Ainda assim, ele frisou que não tem sintomas da doença transmitida pelo novo coronavírus.



– Estou tomando a hidroxicloroquina. Comecei a tomá-la há algumas semanas. Não vai me machucar. Tomo um comprimido todos os dias, e em algum momento vou parar – disse Trump a jornalistas no final de um evento da Casa Branca com representantes da indústria de restaurantes.



Há mais de um mês, Trump vem exaltando as virtudes da hidroxicloroquina, um medicamento usado contra a malária, lúpus e artrite grave. O fármaco tem sido prescrito a muitos pacientes com Covid-19 em todo o mundo, mas ainda está em testes clínicos.



Ele disse que começou a tomar a hidroxicloroquina e o zinco porque queria e porque ouviu “coisas boas”, e perguntou a seu médico da Casa Branca o que achava, e a resposta foi de que poderia prescrevê-la “se quisesse”.



Trump ressaltou que tem “sintomas zero” de coronavírus e que se submete a exames “a cada dois dias” e “sempre são negativo”, mas decidiu iniciar o tratamento porque “muitos médicos e enfermeiras o estão usando como prevenção”.



– Parece ter um impacto, e, se não tiver, você não vai ficar doente e morrer (…) Eu estou tomando há uma semana e meia, e ainda estou aqui – declarou.



A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA) advertiu no final de abril sobre o risco do uso de hidroxicloroquina fora de um hospital devido aos possíveis efeitos colaterais.



Além disso, não há evidências suficientes de que a hidroxicloroquina funcione profilaticamente para prevenir a Covid-19, segundo um estudo publicado no final de abril na revista científica International Journal of Rheumatic Diseases.



*Com informações da agência EFE