Política

Presidente da Serasa é acionista de offshore nas Ilhas Virgens Britânicas

Questionado sobre a finalidade da empresa, Jose Luiz Teixeira Rossi alegou ser de 'foro íntimo'


bookmark_borderBRASIL POLITICA date_range13 Ago 2019 - 07h25 personPODER 360/MAYARA OLIVEIRA

O presidente da Serasa Experian, José Luiz Teixeira Rossi, é acionista de uma offshore registrada nas Ilhas Virgens Britânicas.



A empresa Teju Ltd. foi criada em 2009 e está ativa até hoje. Além de Rossi, sua mulher, Teresa Baggio Rossi, é citada como beneficiária.



As informações sobre a offshore são públicas e estão disponíveis no banco de dados do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, em inglês).



Teju Ltd. foi descoberta durante a análise de cerca de 11,5 milhões de documentos resultantes do vazamento dos dados da empresa panamenha Mossack Fonseca, que oferecia serviço de abertura de empresas offshores em paraísos fiscais.



A descoberta resultou na série Panama Papers, publicada pelo Poder360.



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Empresas offshores são abertas em 1 país distinto daquele em que seu proprietário está estabelecido. Normalmente, estão localizadas em paraísos fiscais, como uma forma de evitar o pagamento de impostos ou pagar menos por eles.






José Luiz Teixeira Rossi e sua mulher, Teresa Baggio Rossi, aparecem como acionistas da Teju Ltd.. A empresa está sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, local considerado paraíso fiscal




Não é ilegal brasileiros serem proprietários de offshores, desde que declarem devidamente à Receita Federal.



Poder360 tem feito reportagens sobre empresas offshore, ainda que declaradas legais, apenas quando se referem a pessoas que têm alguma exposição pública, seja no âmbito privado ou estatal. No caso do presidente da Serasa Experian (CEO da empresa desde 2014), trata-se de uma instituição cuja a principal função é verificar se consumidores estão aptos a terem crédito por meio de checagem do histórico de milhões de cidadãos.



OUTRO LADO



Procurado pelo Poder360, Teixeira Rossi disse, por meio de assessoria, que a empresa foi “devidamente declarada” no ano de sua criação e que, à época, era funcionário da empresa IBM (International Business Machines Corporation, em inglês), na Europa.



Apesar de solicitado, não foi enviado ao Poder360 documento que comprove a devida declaração ao Fisco por parte de Rossi. A assessoria de Rossi alegou que os documentos são de “foro íntimo”. A mesma resposta foi dada sobre a finalidade da empresa.



Questionado se responde a algum processo perante a Justiça dos Estados Unidos, Teixeira Rossi negou qualquer irregularidade junto ao governo local.



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