Policial

URGENTE: Polícia faz nova operação para cumprir mandados de busca e apreensão no caso Marielle

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em condomínio no Recreio dos Bandeirantes no caso da morte da vereadora Marielle Franco


bookmark_borderCASO DE POLICIA date_range13 Mar 2019 - 06h38 personDCM

De Henrique Coelho e Patrícia Teixeira no G1 Rio.




Agentes da Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil do Rio de Janeiro fazem uma nova operação, na manhã desta quarta-feira (13), para cumprir mandados de busca e apreensão no caso da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.






Por volta das 7h, os agentes do Ministério Público e da Polícia Civil faziam buscas em um endereço no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. Ainda não há informações sobre os alvos da ação.




Nesta terça (12), a polícia prendeu o PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz. Ronnie é apontado como autor dos disparos que mataram a vereadora e o motorista e Élcio teria dirigido o Cobalt que ficou de tocaia em um endereço onde a parlamentar participou de um evento na noite que foi morta e a seguiu até o Estácio, onde a vereadora e o motorista foram executados.





Segundo as investigações, Ronnie fez pesquisas na internet sobre locais que a vereadora frequentava. Os investigadores sabem ainda que, desde outubro de 2017, o policial também pesquisava a vida de Freixo.




O PM reformado teria feito pesquisas sobre o então interventor na segurança pública do Rio, general Braga Netto, além de buscas sobre a submetralhadora MP5, que pode ter sido usada no crime.





Além das duas prisões, os agentes também cumpriram 32 mandados de busca e apreensão em vários endereços nesta terça. Na ação, foram encontrados 117 fuzis incompletos, do tipo M-16, e 500 munições na casa de um amigo de Ronnie, no Méier, Zona Norte da cidade.





As armas, todas novas, estavam desmontadas em caixas em um guarda-roupas – só faltavam os canos. O dono da casa, Alexandre Mota de Souza, afirmou para os policiais que Ronnie, seu amigo de infância, entregou as caixas, e pediu para guardá-las e não abrí-las. Alexandre acabou preso, entretanto, sob a suspeita de tráfico de armas.





A polícia chegou nele rastreando um barco que seria de Ronnie e estaria em seu nome. Alexandre Mota de Souza também acabou preso, mas por suspeita de tráfico de armas.