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VEREADOR AMALEC DA COSTA ACOMPANHA A REVISÃO DO MATERIAL ESCOLAR SOBRE “IDEOLOGIA DE GÊNERO” DA REDE MUNICIPAL DE ARIQUEMES

Mais uma vez, o termo “ideologia de gênero” deixa de ser alvo de polêmica na Educação Municipal de Ariquemes.


bookmark_borderARIQUEMES POLITICA date_range26 Nov 2019 - 17h39 personAOR OLIVEIRA

o cumprimento da Lei Municipal número 1947/2015 que dispõe sobre o Plano Municipal de Educação de Ariquemes.



“Agora eu tenho a certeza que a Lei será cumprida em seu inteiro teor e que não teremos a distribuição de alguns livros didáticos que, de acordo com o vereador, abordam o tema “ideologia de gênero”. Salienta Amalec.



Segundo o vereador — que é representante da igreja evangélica quadrangular –, são cerca de 20 livros destinados a alunos de 6 a 10 anos da rede municipal de ensino de Ariquemes, todos fornecidos pelo Ministério da Educação, que abordam a questão.



Juntamente com a Secretária de Educação Cleuzenir o vereador Tucano, afirmam que o conteúdo do material didático vai de encontro com o Plano Municipal de Educação (PME) acordado em 2015.



 “Nós da Secretaria Municipal de Educação não utilizamos nem discutimos o termo “ideologia de gênero”, o que discutimos em sala de aula são as relações humanas, a cidadania, a inclusão, e o respeito às diversidades para crianças jovens e adultos”, completou Cleuzenir.



O Vereador Amalec que liderou a ofensiva contra a distribuição dos livros didáticos do MEC, hoje acompanha de perto e revisão do material escolar disponibilizado MEC para o próximo ano letivo, a satisfação é de dever cumprindo quando vemos que a Lei Municipal está sendo seguida na integra.



O conteúdo de uma das páginas mostra, por exemplo, os diferentes tipos de família: “Existem famílias formadas pelos avós e netos. Outras famílias são formadas pelo pai e pelos filhos. Também há famílias formadas pela mãe e pelos filhos. Existem famílias formadas por mãe, pai e seus filhos. Algumas famílias são compostas por duas mães ou por dois pais”, traz o texto didático.



A Secretária Municipal de Educação, explica que o papel da escola é dialogar com a sociedade e informar e preparar o aluno para viver em sociedade. “A escola é laica e não segue e nem pode seguir o que prega esta ou aquela religião. Existe a família tradicional, mas dentro da própria escola temos crianças cujos responsáveis não se encaixam nesse padrão, então não podemos discriminar”.



O vereador Amalec é fiel da igreja quadrangular e contou com o apoio da bancada evangélica para na época se posicionar contra a distribuição Pela Prefeitura dos Livros do MEC que abordavam o tema “Ideologia de Gênero” Outro conteúdo questionado pelo vereador trata da puberdade e cuidados com a saúde, tratando inclusive da prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), o que, segundo o vereador, seria um conteúdo impróprio para crianças.



De acordo com a secretaria de educação municipal, a orientação e o acompanhamento pedagógico para a utilização correta do material didático é parte do trabalho do órgão municipal.



“Sabemos que cada conteúdo deve ser abordado a partir da capacidade de entendimento de cada faixa etária”, explica. “Por isso, a rede municipal tem apenas pedagogos no quadro de funcionários. São profissionais treinados dentro e fora de sala de aula. Não existe assunto que não possa ser discutido, mas sim a maneira correta de fazê-lo. Um mesmo assunto pode ser abordado com maior ou menor profundidade, de acordo com a maturidade dos estudantes”.



Além disso, a secretaria de educação defende que, neste exemplo específico, o material sobre DST e puberdade é uma questão de saúde pública que precisa ser abordado em sala de aula, desde que da maneira correta.



Escolha dos livros



Os livros utilizados pela rede municipal de ensino são escolhidos por cada escola através do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação (MEC).



Os diretores, juntamente com o corpo docente de cada unidade, escolhem o material com base no Guia do Livro Didático, que tem as resenhas das coleções aprovadas pelo MEC. Segundo o site do PNLD, “o guia é encaminhado às escolas que escolhem, entre os títulos disponíveis, aqueles que melhor atendem ao seu projeto político pedagógico”.



A secretaria de educação explica que, portanto, o processo de escolha do material é inteiramente entre a escola e o ministério. “Estamos para iniciarmos um novo ano letivo e os materiais devem chegar para os alunos em poucos dias já devidamente revisado e na conformidade da lei de nosso município. Mas é importante dizer que qualquer material utilizado na rede de ensino municipal está de acordo com as orientações nacionais para educação”.



O vereador Amalec da Costa (PSDB) um baluarte na defesa da Família no resguardo integro da criança e do adolescente se propõe impor uma muralha para defender os votos cristão de nossa comunidade.