8 DE JANEIRO:A PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA CHANTAGISTA
Prestes a firmar acordo de NÃO PERSECUSSÃO PENAL com centenas de presos de uma forma ou outra envolvidos nos lamentáveis episódios de vandalismo do dia 8 de janeiro de 2023,na Praça dos Três Poderes,em Brasilia,proposto pela PGR,algumas “observações” serão indispensáveis.
Para início de conversa, é mais que evidente que a PGR está agindo em “dobradinha” com a “tirania” instalada no STF,cometendo o mais vil dos crimes que possa ser imaginado contra a pessoa humana: a chantagem. Chantagem evidente. Que salta aos olhos.
E é a lei que enquadra a chantagem como crime. Definida no artigo 158 do Código Penal Brasileiro,a chantagem emocional se trata de uma forma de manipulação psicológica,onde o tom de ameaça se faz presente. O chantagista se vale da conexão que possui com a vítima para obter o que deseja,insinuando consequências negativas,caso seja contrariado.
É por esse motivo que o Código Civil Brasileiro considera NULO,um “natimorto”, de pleno direito, o negócio jurídico proveniente da CHANTAGEM,que seria o tal de “acordo de não persecussão penal”,com centenas de manifestantes do 8 de janeiro,que equivale à “simulação” contida no inciso II,do parágrafo primeiro de artigo 167 do Código Civil,considerada negócio jurídico NULO.
Esse tal “acordo” (ou chantagem) significa mais ou menos a mesma coisa que colocar a lâmina de uma navalha no pescoço de alguém para que esse alguém assine determinado documento. Caso contrário será degolado. Quem deixaria de assinar o “tal” documento? Com a navalha no pescoço? E com os terriveis “exemplos” já demonstrados pelo Ministro Relator do respectivo Inquérito (mais um do “fim do mundo”),que condenou os primeiros réus dessa baderna a mais de uma dezena de anos de prisão? Quem deixaria de assinar o tal “acordo” (ou chantagem) ?
Parece,efetivamente,que o Brasil deixou de viver no estado-democrático-de-direito e passou a viver no seu contrário,no “estado-(anti)democrático-do(anti)direito.
É certo que algum dia a história trará luz a toda essa corrupção do direito em andamento,patrocinada pelos órgãos que deveriam apontar o “norte” do direito. A dúvida está em se dará tempo de punir os responsáveis ainda em vida. Mas a história não os perdoará!!!
Sérgio Alves de Oliveira
Advogado e Sociólogo
MAIS LIDAS
Cármen, Kassio e Toffoli serão "fiéis da balança" em sessão sobre Moraes
Nome de operação da PF contra Lulinha incomoda entorno de Lula
Os nomes do PT que correm por fora para suceder Lula
O CONTRAPONTO
Sérgio Alves de Oliveira