A preocupação sobre a política fiscal de Lula que une economistas e políticos
O favoritismo — pelo menos momentâneo — do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para vencer as eleições de outubro tem antecipado na classe política um debate que antes se restringia aos economistas: como será a política fiscal do petista a partir de 2027?
A avaliação entre economistas e políticos é de que Lula precisa começar a sinalizar que medidas poderão ser esperadas em um eventual quarto mandato para reduzir o ritmo de crescimento da dívida pública, que chegou a 81,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em maio.
Já é consenso entre economistas, mesmo entre os heterodoxos, que o Brasil precisa reduzir os gastos públicos para diminuir a trajetória de expansão da dívida. O que Lula fará para isso, entretanto, é uma incógnita até mesmo entre os auxiliares do petista.
De maneira tímida, o ministro Dario Durigan (Fazenda) defendeu, em entrevista ao G1, tributar mais os ricos, rever programas sociais e cortar benefícios fiscais nos próximos anos. Entretanto, a falta de apoio de Lula para tirar essas medidas do papel é apontada como o principal entrave para equilibrar as finanças públicas.