A vacina sumiu + Tragédia anunciada + Nova mesa na ALE + As contratações para Usina de Tabajara

1 de fevereiro de 2021 31

A vacina sumiu

Por conta do negacionismo na primeira onda da Covid-19, o Brasil deixou de assumir a vanguarda mundial da vacinação. O país já poderia ter um imunizante próprio, a partir de seu amplo território e uma biodiversidade em pleno processo de estudos.

Com a fartura de fontes para insumos e pesquisadores de primeira qualidade hoje espalhados pelo mundo, a vacina brasileira não seria a CoronaVac e as prejudiciais agressões à China, maior parceiro comercial do Brasil, seriam evitadas. 

Depois do choque de realidade trazido pela doença, o presidente Jair Bolsonaro chegou a anunciar que o Ministério da Ciência e Tecnologia estava criando uma vacina. Na verdade, são quinze os projetos de imunizantes brasileiros, segundo o Relatório Técnico de Monitoramento de Vacinas em desenvolvimento contra SARS-Cov-2, do Ministério da Saúde.

No entanto, como o governo é um eterno bate-cabeça entre alas que se engalfinham, o Ministério da Economia se negou a abrir crédito extraordinário de R$ 390 milhões para pesquisa da “vacina brasileira”, custeando ensaios clínicos para as três fases necessárias. Menos mal que autorizou um crédito extraordinário R$ 20 bilhões para a aquisição de vacinas. Com isso, a Amazônia, que poderia ter seus insumos valorizados na vacina brasileira, está no centro do terror mundial com uma variante que faz de cada amazônida um potencial perigo ambulante.

Tragédia anunciada

Numa medida polêmica e que ainda vai render muito bafafá com os ambientalistas, o governador Marcos Rocha revogou a proibição da garimpagem no Rio Madeira e liberou a atividade nos rios de Rondônia, a maioria já infectados pelo mercúrio que causa tantos danos a saúde, sendo que o Madeirão que margeia Porto Velho, poluído até o talo. Consumir peixes rondonienses a partir de agora é uma fria daquelas. E visando arrecadação aos cofres públicos, dando ênfase a economia, Rocha comemorou a medida, como uma vitória na Copa do Mundo.

A despedida

O deputado estadual Laerte Gomes (PSDB) se despediu da presidência da mesa diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia bem avaliado pelos servidores. A direção da entidade que congrega a categoria se reuniu com Laerte agradecendo ao mandatário da Casa de Leis por ter desenvolvido os compromissos desde a gestão do então presidente Hermínio Coelho, que foi e continua sendo um grande defensor das causas do funcionalismo do legislativo.

Nova mesa

Com a nova mesa diretora na Assembleia Legislativa, agora sob o comando do deputado Alex Redano (PRP-Ariquemes) na presidência, o funcionalismo espera um bom tratamento, semelhante ao que foi concedido pelos últimos deputados que comandaram a casa de Leis em outras legislaturas. Juntamente com Redano foram empossados na segunda-feira na mesa diretora Jean Oliveira (MDB-Porto Velho) e Jair Montes (Avante-Porto Velho) já com planos bem definidos para o restante da atual legislatura.

As contratações

 Já instalado, o escritório da Usina hidrelétrica de Tabajara em Machadinho do Oeste projeta as primeiras contratações para obra já no mês de março. Boas perspectivas de emprego e renda na região mobilizam as lideranças da comunidade na busca da recuperação econômica da cidade movida pelo agronegócio e aonde a soja tem prosperado muito nos últimos anos. A novidade já está atraindo levas de novos migrantes para o município do Vale do Jamari, inclusive egressos da capital rondoniense.

Um apagão

Mesmo com o apogeu da pandemia, temos um apagão de mão de obra na construção civil em Porto Velho. As casas de materiais de construção também seguem movimentadas e encontrar pedreiros, eletricistas, encanadores e pintores para pequenos serviços, só garimpando. Ocorre que pequenos serviços são rejeitados e por isto a diária destes profissionais quase dobrou nos últimos meses. Construir está sendo um desafio, já que também tem faltado os insumos de construção e até a ponte do Abunâ tem sofrido destes percalços.

 

Via Direta

 ***A taxa de coleta de lixo é alvo de reclamação na capital rondoniense. É considerada um absurdo pela população *** Trocando de saco para mala: A avaliação das autoridades sanitárias de Rondônia no enfrentamento da pandemia é a pior *** Erros nas estratégias, no retardamento das medidas necessárias são consideradas pela população *** Uma das críticas relacionadas ao fracasso no combate em Rondônia dá conta que as esferas governamentais não montaram barreiras sanitárias para conter a variante do covid que explodiu no Amazonas *** Com isto a mortandade  pela doença disparou. Podem faltar suficientes para atender a demanda do Cemitério de Santo Antônio *** Existem previsões de que a coisa ainda piore mais nas próximas semanas.

POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)

Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br