Açaí ao sal + Composição de Marcos Rocha + Criatura x Criador + Com estratégia de Marcos Rogério
Açaí ao sal
O açaí tem um sabor próprio que em sua neutralidade pode servir a combinações tanto doces quanto salgadas. No Norte, o açaí acompanha muitas vezes o peixe frito. No Sudeste, compõe mais as iguarias doces. Em todos os casos, é um forte aditivo de energia aos pratos e receitas de que faz parte.
Com o desequilíbrio ambiental, o mar avança pelo Rio Amazonas, espalhando sal nas culturas ribeirinhas. Resultam daí a crescente produção do açaí salgado e água imprópria para consumo. Ela precisaria ser fervida, mas por causa do preço do gás é bebida com o risco de vômitos e diarreias e banhos que limpam o corpo mas deixam cheiro de peixe.
Difícil culpar deuses e anjos por uma situação ambiental que piora por conta do descuido humano. Como a natureza sempre procura se equilibrar, só se degrada após anos de más práticas, mas a recuperação também não é imediata. Exige constante boa prática. Seria ótimo, aliás, se já houvesse um mapeamento da biodiversidade. É até surpreendente que não exista, três décadas depois da Rio-92, vendida como o início de uma era de sustentabilidade. Menos mal que o Instituto Tecnológico Vale – Desenvolvimento Sustentável, por meio do grupo de pesquisa em Genômica Ambiental, iniciou um inédito sequenciamento de dezenas de espécies da Amazônia. Em tempos de açaí salgado, a iniciativa adoça um pouco o amargor do relaxo ambiental.
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Composição
Como um polvo e seus tantos tentáculos, o governador Marcos Rocha (União Brasil) vai entrando nas linhas inimigas e agarrando a unha novos aliados. São quase 30 prefeitos reforçando seu projeto de reeleição, articulações bem-sucedidas como a cooptação da ex-vereadora Cristiane Lopes e agora, conforme rola dos bastidores está acertando o respaldo do candidato favorito da atual jornada, Ivo Cassol. Neste entendimento a deputada federal Jaqueline poderia ser a sua vice ou fazer sua dobradinha ao Senado. É o que rola nos bastidores políticos e a atenção política atribuída a Jaqueline pelo Gov. é um robusto indicio de composição.
Cenário atual
A grande verdade é que os bastidores políticos trabalham neste momento nas tratativas sobre as eleições ao governo estadual sem a presença do ex-governador Ivo Cassol (PP), com sus impedimentos na justiça e sem o desistente HIldon Chaves (PSDB), prefeito de Porto Velho, interessado agora em eleger a esposa Ieda a deputada federal ou emplacar seu nome como possível candidata a vice-governadora numa chapa de ponteira. Quem estaria mais próximo do seu passe, seria o senador Marcos Rogério, candidato da composição que também reúne Expedito Junior (PSD).
Criatura x Criador
Sem a presença do favorito Ivo Cassol, mais a desistência do prefeito Hildon Chaves em buscar o Palácio Rio Madeira, a polarização ficaria entre as forças políticas reunidas em torno do atual governador Marcos Rocha (União Brasil) e do ex-governador Confúcio Moura. É uma guerra entre a criatura, caso de Marcos Rocha, contra seu criador, o governador Confúcio Moura. Teremos uma previsível eleição em dois turnos e entre os dois candidatos bolsonaristas Marcos Rocha e Marcos Rogério, o mandatário de plantão larga bem a frente reforçado também pelos recursos do seu partido, o União Brasil, que detem a maior fatia do fundão eleitoral.
Com estratégia
Para ter alguma chance contra os favoritos as duas vagas ao segundo turno, o combativo senador Marcos Rogério (PL) vai ter que quebrar está polarização, garantir a neutralidade do presidente Bolsonaro na disputa rondoniense caprichar nas suas alianças. Seu calcanhar de Aquiles na capital, Porto Velho, é seu candidato ao Senado Expedito Junior, escondido da campanha a prefeito de Hildon Chaves na eleição de 2020, mas que mesmo assim causou danos na campanha do tucano. No estado o trunfo de M. Rogério é o apoio do eleitorado evangélico, onde em algumas regiões é majoritário.
A aposentadoria
Residindo no Rio de Janeiro, o ex-governador Oswaldo Piana Filho não pensa mais em disputar cargos eletivos. Foi deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa e governador de Rondônia e deixou como seu grande legado o Linhão, a partir da Usina Hidrelétrica de Samuel em Porto Velho até Ji-Paraná, na região central do estado que sofria constantes blecautes. Nos anos 90 os migrantes chegavam na segunda e já na terça--feira faziam protestos fechando até a pontes exigindo energia. Mesmo com arrecadação minguada naquela época Piana, alinhado com a bancada federal, fez das tripas o coração e atendeu a reivindicação da BR.
Via Direta
*** O astuto ex-governador Confúcio Moura, senador licenciado, é mais candidato do que nunca ao Palácio Rio Madeira que ele ajudou a construir em suas duas gestões *** Tem percorrido o estado, costurado acordos, conciliado o partido e já trabalha numa poderosa nominata de postulantes a Câmara dos Deputados *** Como se sabe, dependerá desta representatividade no Congresso Nacional o rateio do bolo do fundão eleitoral. Então eleger deputados federais conta muito nesta peleja *** O ex-deputado estadual Jesuíno ainda acredita, mesmo com a ALE catimbando o jogo, que assumirá a cadeira do deputado cassado, o barraqueiro Geraldo da Rondônia *** Jesuíno tem pressa de assumir e já tocar seu projeto der reeleição, mas a casa de leis, nenhuma pressa.
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POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)
Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br