Acusado de assassinar Marielle negociou retirada de caça-níqueis com o chefe de investigações
Do Globo:
A relação entre o sargento reformado da PM Ronnie Lessa — acusado de assassinar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes — e o ex-chefe de investigação da 16ª DP (Barra da Tijuca), Jorge Luiz Camillo, é definida pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) como “promíscua”.
De acordo com a denúncia do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ, os dois trocaram diversas mensagens por telefone entre setembro e outubro de 2018.
Através delas, Lessa teria negociado com Camillo a liberação de máquinas caça-níqueis apreendidas em um bingo clandestino do sargento reformado por policiais do 31º BPM (Recreio) em 25 de julho de 2018 e levadas para a 16ª DP.
As conversas foram descobertas a partir da quebra do sigilo telefônico de Lessa, que teve o celular apreendido em março do ano passado, data em que foi deflagrada a Operação Lume, que resultou na prisão do sargento reformado e do ex-PM Élcio de Queiroz, também acusado de matar Marielle e Anderson.