Adailton Fúria não empolgou o eleitor de Porto Velho e as primeiras rusgas dos governadoraveis

28 de abril de 2026 18

Planos filhos e netos

Tornou-se consensual no Brasil que há leis que pegam e por isso é recomendável que sejam cumpridas para evitar problemas e leis que tanto faz cumprir ou não, pois não haverá consequências pelo menos sérias e fortemente prejudiciais.

Quanto aos planos, ainda não há consenso sobre se funcionam ou não, mas já se se sabe que muitos ficam só na propaganda.  É de perguntar, assim, se o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, também conhecido como Plano Clima 2024-2035, vai funcionar. Considerando que o objetivo maior é reorganizar a economia nacional e direcionar o modelo de desenvolvimento nacional para a justiça social é recomendável que funcione.

Empenhado em sua construção, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) acompanhou anos de atividades de ministérios, governos estaduais e municipais e sociedade civil. O Plano Clima, a rigor, é filhote da Política Nacional sobre Mudança do Clima, de 2009, e se organiza em três eixos principais: adaptação à mudança do clima, mitigação de gases do efeito estufa e estratégias transversais para ação climática.

Netas e netos da PNMC, só na Estratégia Nacional de Adaptação há 13 diretrizes, 9 objetivos, 12 metas nacionais e 16 planos setoriais, compostos de 312 metas setoriais a serem alcançadas por meio de 810 ações. É muito para nada vingar. Que tenha sucesso em seus grandes objetivos. 

Convenções partidárias

Estamos há poucas semanas do início das convenções partidárias em Rondônia e o panorama das eleições majoritárias ainda carecem de definições. Alguns postulantes ao Palácio Rio Madeira, sede do governo estadual, estão chutando suas definições para o meio do ano quando as candidaturas serão homologadas. A definição de vice mais esperado é do candidato Marcos Rogério que vai liderando as pesquisas de intenções de votos. Ele se dedica neste momento em atrair o apoio do ex-governador Ivo Cassol para sua candidatura de um lado e de outro garimpar um nome a vice da capital que some na sua campanha.

Primeiras rusgas

Não tivemos nem as homologações das candidaturas e os governadoraveis já estão se envolvendo em rusgas. O ex-prefeito e Cacoal Adailton Fúria (PSD) tem cutucado o senador Marcos Rogério (PL). O ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves insinua que Adailton Furioso candidato mais novo nesta jornada, não tem experiência suficiente para galgar um cargo tão importante como é o do comando do centro administrativo. Se constata Marcos Rogério com uma roupagem de candidato mais palatável evitando radicalismos extremos buscando um discurso mais equilibrado do que aquele praticado nas eleições de 2022 quando perdeu a eleição para o governador Marcos Rocha.

A expectativa

Na sua peregrinação pelos órgãos de imprensa da capital, o ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) não empolgou o eleitorado local. A expectativa do seu comando de campanha, que tem como um dos seus articuladores o ex-senador Expedito Junior, pai do candidato a governador pelo PT Expedito Neto, é que a máquina do governador Marcos Rocha entre logo em ação para respaldar a campanha do governadoravel do PSD. O governo Marcos Rocha já está lotado de apaniguados de Adailton Fúria, mas isto é muito pouco para enfrentar a concorrência.

A diferença

Neste momento de pré-campanha o jogo de estratégia de Marcos Rogerio e de Adailton Fúria é o mesmo. Reduzir a diferença estabelecida pelo ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves – que é enorme – na capital que conta com um terço do eleitorado rondoniense. Para tanto já se sabe que Rogerio busca um vice competitivo na capital que reforce sua postulação aliada ao seu candidato ao Senado Fernando Máximo. Igualmente o ex-prefeito de Cacoal busca reforçar suas paliçadas em Porto Velho. Além de contar com o apoio da máquina chapa branca, Adailton também busca um vice na capital rondoniense.

As especulações

Depois de especular disputar cargos eletivos em Rondônia – mais precisamente cadeiras ao Senado – o Cabo Dalciolo e o Padre Kelmon acabaram desistindo de se instalar num estado onde o ex-presidente Jair Bolsonaro e a ex-primeira dama Michele já tinham determinado as candidaturas do senador Marcos Rogério (PL) ao governo estadual e Bruno Scheidt e Fernando Máximo ao Senado. Toda chapa bolsonanista enfrenta forte resistência do eleitorado da capital, menos conservadora que as regiões produtoras do interior rondoniense, onde madeireiros e fazendeiros –e muitos grileiros de terras abastados também – tem o mando político como verdadeiros coronéis.

Via Direta

*** Acusado na imprensa de cobrar propinas de empresas de prestação de serviços a prefeitura de Porto Velho, o vereador Breno Mendes prestou contas a população e anunciou processar seus detratores ***Segue o entrevero entre o vereador Devanir Santana e o prefeito Leo Moraes por conta do imbróglio ocorrido na inauguração de casas populares na semana passada. Santana foi impedido de se pronunciar aos moradores dos conjuntos recém entregues *** Por falar nisto muitos apartamentos  nos conjuntos inaugurados na capital foram entregues com problemas mostrando que a fiscalização da Caixa Econômica era coleguinha das empreiteiras que concluíram os condomínios.

Fonte: CARLOS SPERANÇA
POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)

Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br