Advogada que tutelou Queiroz em chácara de Wassef sofre ameaças e vive de vender lingerie
Uma das protagonistas da “tutela” imposta por Frederick Wassef, então advogado do clã Bolsonaro, a Fabrício Queiroz, a advogada Ana Flávia Rigamonti foi abandonada enquanto o ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos) desfruta da prisão domiciliar ao lado da esposa, Márcia Aguiar, no apartamento reformado do casal no Rio de Janeiro.
Segundo a revista Veja, que acompanhou os passos da advogada, que trocou a rotina na pequena Ipiguá, cidade com 5 mil habitantes no interior paulista para trabalhar com o jurista da família presidencial, Ana Flávia recebeu ameaças e foi aconselhada a esquecer o que viu e ouviu no escritório de Atibaia após a prisão de Queiroz.
“As pessoas me vincularam ao caso simplesmente porque eu estava ali no local e conheci as pessoas. Caí de paraquedas nessa história. Foi uma situação muito difícil para mim e para minha família”, disse à revista a advogada, que hoje ganha a vida vendendo lingerie na mesma cidade que havia deixado para tutelar Queiroz em Atibaia.