Advogado atira em assaltante com arma ilegal e chama Bolsonaro como testemunha

21 de junho de 2019 452

Do JOTA:

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A defesa da expansão do porte de arma é uma bandeira do presidente. Tanto que numa ousada estratégia de defesa, um advogado acusado de porte ilegal de arma pediu à Justiça que uma de suas testemunhas fosse o próprio Jair Bolsonaro, na ocasião ainda um deputado federal.

O caso envolvia o advogado Cesar Augusto Moreira, 49 anos. Em ofício enviado em 18 de setembro de 2017 à 3ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, onde o caso foi julgado, Bolsonaro afirmou: “não tenho conhecimento dos fatos narrados na denúncia”.

 

“Entretanto, o arrolamento deste parlamentar como testemunha do fato, considerando os argumentos apresentados em sede de resposta à acusação, pode ser em virtude de nossa atuação parlamentar em prol da viabilização da legítima defesa do cidadão vítima de injusta agressão, atual ou iminente, contra si ou terceiros”, disse o então parlamentar.

Os fatos desconhecidos por Bolsonaro eram o desfecho da tentativa de assalto de Moreira. No dia 19 de julho de 2016, o advogado atirou na perna de um assaltante, momentos depois que o criminoso anunciou um assalto, de acordo com documentos do processo em que o advogado acabou condenado por porte ilegal de arma. O ladrão tentou reagir ao primeiro tiro e um segundo disparo foi feito ao chão, como advertência.

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