Amoêdo condena censura ao Porta dos Fundos e diz que decisão “nos aproxima de países autoritários”

9 de janeiro de 2020 140

O ex-candidato à presidência, João Amoêdo (Novo) foi às redes sociais na noite desta quarta-feira (8) para condenar a censura contra o Especial de Natal, do Porta dos Fundos, e alegou que decisão é um ataque que “nos aproxima de países autoritários”. Publicação foi criticada pela deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), que classificou conteúdo do filme como “criminoso”.

 

“Não vi e não pretendo ver o filme. Porém, a censura de algo que não viola nenhuma lei é um ataque à liberdade de expressão que nos aproxima de países autoritários e distancia dos que deram certo. O Estado existe justamente para preservar o direito da menor minoria: o indivíduo”, escreveu o presidente do partido Novo.

Momentos depois, Kicis criticou a opinião de Amoêdo. “Primeiro que não é censura, pois a censura há que ser prévia; segundo que o conteúdo do filme viola sim a lei penal. Vilipêndio de fé alheia é crime e impedir ou punir um crime está longe de ser censura;é dever do Estado”, escreveu.

A decisão pela censura do filme é do desembargador Benedicto Abicair, da 6ª Câmara Cível, que determinou nesta quarta-feira (8) que a produtora Porta dos Fundos e a Netflix retirem do ar o “Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo”. Medida vem de encontro a um pedido feito pela Associação Centro Dom Bosco de Fé e Cultura. O pedido foi negado em primeira instância.

Confira:

Não vi e não pretendo ver o filme.

Porém, a censura de algo que não viola nenhuma lei é um ataque à liberdade de expressão que nos aproxima de países autoritários e distancia dos que deram certo.

O Estado existe justamente para preservar o direito da menor minoria: o indivíduo

 

Primeiro que não é censura, pois a censura há que ser prévia; segundo que o conteúdo do filme viola sim a lei penal. Vilipêndio de fé alheia é crime e impedir ou punir um crime está longe de ser censura;é dever do Estado.