Atolado nos rolos do ex-assessor Fabrício Queiroz, Flávio juntou-se à turma de senadores com problemas na Justiça. Eles preferem não provocar a magistratura para não suscitar reações punitivistas.
Assim como no caso do Delegado Waldir, os movimentos de Flávio causaram danos no PSL do Senado. O líder do partido, Major Olímpio (SP), não aceitou as investidas do “Zero 1” sobre a bancada para sepultar a CPI. “Flávio Bolsonaro para mim acabou, não existe”, afirmou Olímpio, insatisfeito com o comportamento do correligionário. Afinal, ambos foram eleitos com o discurso de combate à corrupção.
O vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC) também interfere com frequência na política do pai. Embora muitas vezes não se entenda bem o que quer dizer, com clareza, ele assumiu nesta quinta-feira postado no Twitter uma mensagem em nome do pai.
No tuíte com assinatura paterna, Carlos deu palpite em uma área onde nenhum dos dois deveria se meter. “Aos que questionam, sempre deixamos clara nossa posição favorável em relação à prisão em segunda instância”, escreveu o vereador.
A postagem se referia ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), iniciado nesta quinta-feira (17/10/2019), sobre em que momento do processo os condenados devem começar a cumprir pena. Entre os possíveis beneficiados por uma mudança na jurisprudência do STF, está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário político da família, preso em Curitiba desde abril do ano passado.
Pegou mal para o presidente a pressão sobre o Supremo. Carlos, então, foi para a própria conta no Twitter para assumir a postagem anterior. Não muda muito, pois até que se prove o contrário os dois pensam do mesmo jeito sobre o assunto. Afinal, o vereador tem a confiança e a senha do pai.
Vale lembrar que, no ano passado, Eduardo Bolsonaro disse que bastava “um soldado e um cabo” para fechar o STF. Por esse episódio, nota-se que a família tem poucos pudores em relação à Suprema Corte.
Como se vê, seja no STF, no Congresso ou em Washington, pai e filhos se mostram dispostos a ampliar o raio de poder. Pela ousadia, parecem não ter limites. Mas esses assuntos, como disse o presidente, não são tratados publicamente.
No tuíte com assinatura paterna, Carlos deu palpite em uma área onde nenhum dos dois deveria se meter. “Aos que questionam, sempre deixamos clara nossa posição favorável em relação à prisão em segunda instância”, escreveu o vereador.
A postagem se referia ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), iniciado nesta quinta-feira (17/10/2019), sobre em que momento do processo os condenados devem começar a cumprir pena. Entre os possíveis beneficiados por uma mudança na jurisprudência do STF, está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, adversário político da família, preso em Curitiba desde abril do ano passado.
Pegou mal para o presidente a pressão sobre o Supremo. Carlos, então, foi para a própria conta no Twitter para assumir a postagem anterior. Não muda muito, pois até que se prove o contrário os dois pensam do mesmo jeito sobre o assunto. Afinal, o vereador tem a confiança e a senha do pai.
Vale lembrar que, no ano passado, Eduardo Bolsonaro disse que bastava “um soldado e um cabo” para fechar o STF. Por esse episódio, nota-se que a família tem poucos pudores em relação à Suprema Corte.
Como se vê, seja no STF, no Congresso ou em Washington, pai e filhos se mostram dispostos a ampliar o raio de poder. Pela ousadia, parecem não ter limites. Mas esses assuntos, como disse o presidente, não são tratados publicamente.