Ao sair do PSL, advogados de Bolsonaro brigam pelo fundo partidário
Ao anunciar sua saída do PSL, Jair Bolsonaro, em privado, foi pragmático: não quer ver ninguém no novo partido brigando com os antigos aliados publicamente. Sabe que a continuidade do telequete a céu aberto fragiliza os governistas. À sua moda, disse que o “casamento não deu certo”. Agora, é bola para a frente. A articulação do governo já dava o divórcio como certo e tirou a temperatura com lideranças do Congresso. Avalia ser baixo o risco de descarrilamento completo do comboio. Os mais experientes a reduzem a crise a uma “briga de meninos”.
Na contramão do que disse Bolsonaro, seus advogados travam uma batalha jurídica com o PSL para conseguir que os dissidentes carreguem o fundo partidário. Como deverá ser uma longa batalha, parlamentares temem não ter um tostão em 2020.
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Deputados do PSL que prometem seguir Bolsonaro terão de ficar fora da nova cúpula partidária em um primeiro momento. Por estarem formalmente ligados ao PSL, não podem assumir cargos na Aliança pelo Brasil.