APÓS TER PRISÃO DECRETADA, TERRORISTA ITALIANO (APADRINHADO POR LULA) DESAPARECE
O advogado do terrorista italiano Cesare Battisti disse hoje (14) à BBC News Brasil que não sabe do paradeiro do seu cliente.
Battisti teve ordem de prisão decretada ontem (13) pelo ministro Luiz Fux, do STF, que também autorizou a extradição do esquerdista (condenado à prisão perpétua) para a Itália.
“A ordem não foi executada. Não consegui falar com ele. Não tenho informação (de onde ele está)”, afirmou o advogado.
Há cerca de 1 mês, Battisti chegou a debochar do presidente eleito Jair Bolsonaro ao declarar a seguinte frase:
“Bolsonaro pode dizer o que quiser. Estou protegido pelo Supremo Tribunal. O que ele diz são só palavras, fanfarrices. Ele não pode fazer nada. Existe a Justiça e estou protegido pela Justiça. Ele não tem nada a ver com isso”, disse o terrorista, em uma entrevista à “Radio Rai”, da Itália.
No dia 16 de outubro, através do seu perfil oficial no Twitter, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) declarou que, caso vencesse as eleições, mandaria o terrorista Cesare Battisti de volta para a Itália:
“Reafirmo aqui meu compromisso de extraditar o terrorista armado pela esquerda brasileira em caso de vitória nas eleições. Mostraremos ao mundo nosso total repúdio e empenho no combate ao terrorismo. O Brasil merece respeito”
O caso de Cesare Battisti é a estranha história de um assassino condenado pela justiça, mas salvo pela política
A justiça italiana impôs a Battisti pena de prisão perpétua por quatro assassinatos […] uma sentença nunca executada porque o ex-terrorista ‘vermelho’ fugiu para o Brasil, onde, em 31 de dezembro de 2010, o presidente Lula (líder carismático da esquerda) vetou sua extradição, como último ato de seu mandato.
Os processos documentam que ele traficava armas e suas vítimas foram mortas por atos vingança.
Caesar Battisti foi preso com outros cúmplices em Milão, em junho de 1979, em uma casa onde ele escondia um arsenal: armas, rifles, revólveres, metralhadoras, etc…
Eram as armas dos “proletários armados comunistas”, dizia o grupo do bandido.
Em outubro de 1981, enquanto cumpria a primeira sentença de assalto à mão armada, Battisti escapou da prisão de Frosinone e fugiu para a França, onde se tornou um líder bem sucedido e defendido por ilustres intelectuais de esquerda.
Em 1987 fugiu para o México e foi novamente julgado na Itália, à revelia, por estar foragido.
Foi considerado culpado pela autoria direta ou indireta dos assassinatos de Antonio Santoro, Lino Sabbadin, Andrea Campagna e Pierluigi Torregiani e condenado à prisão perpétua.
De acordo com a justiça italiana, foi dado a Battisti amplo direito de defesa e a sentença foi baseada no testemunho de diversas pessoas.
Em 2009, já no Brasil, o ministro Tarso Genro concedeu-lhe asilo político e Lula parou o processo a extradição.
Há alguns meses, com o fim da era Lula no Brasil, a Itália emitiu um novo pedido de extradição para Battisti.
O pedido do governo italiano foi examinado pelo Ministério da Justiça, que deu sua opinião favorável à extradição, assim como o Ministério das Relações Exteriores.
Temer prometeu ‘devolver’ Battisti à Itália e declarou que “seria um gesto desejável e diplomaticamente muito importante”, porém a ação não se concretizou.
