Assessor de braço direito de Bolsonaro é investigado por ameaças contra Debora Diniz

13 de julho de 2020 78

Do El Pais:

Vivendo fora do Brasil desde 2018 por causa de seguidas ameaças de morte, a professora e antropóloga da Universidade de Brasília (UnB), Debora Diniz, processou o secretário parlamentar Guilherme Julian Victor Freire, 28, por injúria, difamação e ameaça. Ele trabalha no gabinete do deputado federal Helio Lopes, braço direito do presidente Jair Bolsonaro, e é integrante do grupo que coordena redes sociais bolsonaristas, investigado na CPI das Fake News como “gabinete do ódio”.

No processo a que o EL PAÍS teve acesso, Guilherme Julian é apontado como criador da página União Nacional dos Estudantes da Direita (UNED), que, em junho de 2018, publicou um post em que chamava Debora Diniz de “monstro” por defender a descriminalização do aborto. Por ordem judicial, o Facebook forneceu os dados dos administradores da página à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), do Distrito Federal. Em depoimento à polícia, Julian disse que, na época da postagem, já não controlava mais a página e citou que um amigo, André Luiz Ferraz Pereira, conhecido como Dell, teria sido o autor da publicação.

Além de Dell e Julian, também é acusado na representação criminal, protocolada em fevereiro deste ano, o pai do secretário parlamentar, José de Arimateia Souza Freire, que mora em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza, pelo fato do provedor de internet utilizado para fazer postagens da UNED estar em seu nome. No inquérito policial, apenas Dell acabou indiciado por crimes de injúria e difamação. Porém, a Justiça acatou pedido do Ministério Público do Ceará para incluir Julian e seu pai no processo e apurar suposto envolvimento em incitação de ameaças contra Debora Diniz.

 

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