Assessores de Bolsonaro causam desconforto entre ministros: “saudades do gabinete do ódio”
Três dos assessores mais próximos ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) têm causado desconforto em membros do primeiro escalão do governo. Um deles disse à coluna de Mônica Bergamo que chega a sentir saudade do tempo em que o “gabinete do ódio”, integrado por pessoas ligadas ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, tinha mais poder no Palácio do Planalto.
Eles seriam, de acordo com o interlocutor, mais previsíveis nas críticas e mais fáceis de ser neutralizados.
O trio formado pelo chefe do gabinete pessoal do presidente, Célio Faria Júnior, pelo subchefe de Assuntos Jurídicos, Pedro Sousa, e pelo secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Vicente Santini é acusado de usar a influência gerada pelo acesso direto e diário ao presidente para dificultar políticas públicas com as quais não concordam e desgastar ministros e auxiliares.
Os três gozam da confiança pessoal do presidente. Bolsonaro costuma ouvi-los em questões que vão da saúde à economia.
Com informações da coluna de Mônica Bergamo