Ataque à Síria: o que precisa de saber e as novas imagens da destruição
A operação, que durou cerca de sete horas, atingiu com sucesso três alvos relacionados com a produção e armazenamento de armas químicas e biológicas: um laboratório usado para a "investigação, desenvolvimento e testes", perto de Damasco; um depósito onde estavam armazenadas as principais reservas de gás sarin, em Homs; e um outro armazém e "importante centro de comandos" na mesma cidade. Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, todos os locais atingidos estavam ligados ao Instituto de Estudos Científicos e Centro de Investigação, a entidade que os EUA e aliados acreditam ser o foco de produção de armas químicas.
- Os mísseis disparados (cerca de 100, de acordo com o ministério da Defesa russo) atingiram com sucesso todos os alvos e terão, segundo Estados Unidos e França, destruído grande parte do arsenal químico da Síria.
- Assista ainda ao vídeo publicado na página de Facebook do Exército Árabe Sírio, onde é possível detetar, no céu escuro, projéteis a cairem sobre Damasco.
- Na sequência dos ataques, não tardaram as reações. Leia aqui o que pensam os países e as instituições internacionais sobre os ataques deste sábado e sobre a alegada utilização de armas químicas contra civis por parte do governo de Bashar al-Assad.
- O presidente sírio, Bashar al-Assad, garantiu estar mais determinado do que nunca em "esmagar o terrorismo" por todo o território.
- O presidente da Rússia, aliado do governo sírio, apelou à realização de uma sessão de emergência na ONU, horas depois dos ataques e um dia depois de o secretário-geral das Nações Unidas, António Gueterres, ter alertado para o retorno da Guerra Fria.
- Pouco depois, o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião, às 15 horas deste sábado (16 horas em Portugal continental). Trata-se da quinta sessão desta semana subordinada ao debate da situação na Síria.
- Donald Trump, que, durante a madrugada, anunciou a operação conjunta com Reino Unido e França, vangloriou-se no Twitter pelo sucesso da execução da mesma e parabenizou todos os militares envolvidos.
- Horas depois da ação ocidental, centenas de civis e militares sírios reuniram-se na histórica praça Omayyad, em Damasco. Com semblantes alegres e erguendo bandeiras sírias, russas e iranianas, muitos seguraram cartazes com a cara do presidente sírio, Bashar al-Assad, no poder desde 2000, enquanto cantavam e batiam palmas.