Auditoria aponta presos dando ordens em cadeias privatizadas do AM

6 de junho de 2019 203

Do UOL:

Palco de duas rebeliões em dois anos, o sistema prisional do Amazonas foi descrito como em “frangalhos”. A morte de 111 pessoas nesses confrontos contrariou todas as expectativas geradas em 2003 pela terceirização de parte do sistema. Auditoria a que o UOL teve acesso mostra que os detentos mandavam e os funcionários obedeciam nesses presídios –alguns dos mais caros do Brasil.

A Secretaria Geral de Controle Externo, em parceria com o TCE-AM (Tribunal de Contas do Estado do Amazonas), auditou por sete meses (de março a outubro de 2017) os presídios onde 56 pessoas morreram após a maior rebelião do estado, ocorrida em janeiro de 2017.

Em maio de 2018, o TCE pediu 37 providências ao governo estadual com base naquela auditoria, mas “todas foram ignoradas”. Até que um novo massacre aconteceu e tirou a vida de 55 detentos nos dias 26 e 27 de maio deste ano.

 

“O que acontece nos presididos que foram terceirizados é assustador. Os presidiários ditam as regras lá dentro”, afirmou ao UOL o conselheiro do TCE e relator das contas do governo, Ari Moutinho Júnior, ao se referir à Umanizzare Gestão Prisional e Serviços, empresa que assumiu seis unidades prisionais no estado a partir de 2013.

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